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Seguro internacional de carga: como minimizar danos e reduzir custos

O seguro internacional de carga, considerado por alguns importadores uma despesa desnecessária, talvez por terem pouco conhecimento deste tema ou na busca por redução de custo, dentre tantos custos que compõem a importação, que por muitas vezes acaba sendo deixado de lado.

Importante entendermos que o seguro internacional tem diversos tipos de coberturas, que podem cobrir:

● valor do bem
● frete
custos com impostos
● lucros esperados
● perdas e danos de mercadores
● possíveis danos em navios

No transporte marítimo, existe uma cláusula chamada avaria grossa ou avaria comum, que pode ser invocada pelo armador em caso de grandes danos que afetem de modo geral o navio e as cargas que nele estão.

O caso Maersk Homam

O caso mais recente foi com o navio Maersk Honam que ocorreu a 390 milhas náuticas a oeste da Ilha Agatti, Mar das Laquedivas, sudoeste da Índia e a aproximadamente 900 milhas náuticas ao sudeste de Salalah, Omã.

Com 7.860 contêineres a bordo, o navio teve parte tomada por um grande incêndio causado por uma explosão que além de danos ao navio e mercadorias, houveram infelizmente vítimas fatais.

 

O fato do armador acionar a cláusula de avaria grossa, significa que todos os envolvidos na aventura marítima serão acionados a contribuir com as perdas, sendo que esse valor da avaria grossa decorre de um percentual da soma do custo da mercadoria e do frete para os membros da expedição marítima onde houve o sinistro que deu causa à declaração da avaria grossa.

Normalmente o custo do seguro internacional de carga é ínfimo comparado com os demais custos da operação que envolvem uma importação não causando nenhum impacto significativo no preço do produto, mesmo assim muitas empresas optam por não fazer o seguro por falta de conhecimento e em muitos casos por acharem que o valor  é alto ou por acharem desnecessário.

Certamente um sinistro sempre trará dor de cabeça de todas as formas, mas é nesta hora que será percebido a importância do seguro internacional de cargas e que com um baixo investimento é possível minimizar perdas. significativas de possíveis danos que possam ocorrer em sua carga.

Entenda como o feriado chinês pode impactar as importações

Diferentemente do Brasil, que comemora a virada de ano no final de dezembro, a China comemora o ano novo em fevereiro, conforme as fases da lua e as posições do sol. O feriado chinês decorre dessa comemoração relativa à virada de ano e pode afetar de diversas formas o suprimento dos importadores ao redor do mundo, dentre eles, os brasileiros.

Oficialmente, o Governo Chinês determina uma semana de feriado, mas culturalmente esse tempo pode ser estendido para um mês. Isso acontece porque a maioria dos trabalhadores vem do interior do país e usufruem desse momento para voltar para casa e passar um tempo com a família.

Com isso, todas fábricas param em Fevereiro e não sabem ao certo o dia do retorno da operação, já que os funcionários vão voltando aos poucos. Essa parada de produção demanda uma adaptação das empresas que dependem do produto chinês e alguns cuidados devem ser tomados.

  1. 1. Programação de compra antecipada: Com a parada de um mês em fevereiro, é preciso programar bem as importações, já que muitas empresas irão antecipar seus pedidos e o lead time de produção irá aumentar.
  2. 2. Planejamento e controle de estoque: É um período que sucede os feriados brasileiros e a redução da demanda temporária pode mascarar as necessidades de estoque.
  3. 3. Dificuldade logística: Os transportes rodoviários aos terminais e portos ficam difíceis de contratação e os armazéns têm dificuldade na estufagem dos contêineres.
  4. 4. Aumento no valor do frete internacional: pelo aumento da demanda, o valor do frete internacional aumenta. Isso deve estar no planejamento orçamentário.
  5. 5. Descompromisso do Chinês na iminência do feriado: quando começa a chegar o momento do feriado, muitos chineses ficam ansiosos e podem não tratar o embarque da carga com a mesma importância que o importador.

Na minha última ida à China em Janeiro, conversei com uma chinesa sobre a expectativa do feriado.

Alisa Li tem 28 anos, é assistente comercial e mora na própria fábrica. Visivelmente emocionada, ela retratava a saudade do filho de 2 anos e a ansiedade de vê-lo. A única vez no ano que pode fazer isso é no feriado chinês. Certo ou errado? Apenas cultural.

Por que mudar o incoterms da minha importação de CFR para FOB?

O Incoterms (International Commercial Terms) é o ponto de partida das negociações para a aquisição ou venda de um produto para outros países. Estes termos definem as responsabilidades do exportador e do importador para a contratação da logística internacional.

São eles:

1. Incoterm CFR (Custo e frete) o exportador fica responsável pela contratação de toda logística internacional até a atracação do navio no porto do país de destino. A partir daí o importador assume todos os custos logísticos até a entrega da mercadoria em seu armazém e finaliza com a devolução do container vazio.

2. Incoterm FOB (Free on board) a contratação do frete internacional fica a cargo do importador, dando a ele mais opções, autonomia e poder de decisão.

Essa pequena alteração (de CFR para FOB), durante a negociação de compra, pode trazer benefícios significativos ao importador, pois no momento que o exportador forma o valor de venda do produto no Incoterm CFR, usa como base o maior valor de frete internacional já pago por ele para cobrir os custos do embarque durante um determinado período.

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Existem também situações onde o exportador não permite que a compra seja realizada CFR, pois há de alguma forma, uma compensação entre o agente escolhido por ele na origem com o agente de destino. Nestes casos o importador acaba sendo bastante prejudicado, pois obrigatoriamente tem que aceitar o serviço, free time e despesas de destino acordada entre os envolvidos.

Mas então, quais são as vantagens de migrar as importações para o Incoterm FOB e o que irá mudar no dia-a-dia do importador?

Redução o valor final do produto, pois possibilita buscar o melhor valor de frete internacional no período do embarque;

✓ Pode optar por embarcar em serviços com um tempo de trânsito (transit time) mais longo e reduzir ainda mais o custo com o frete marítimo ou caso tenha urgência do produto, pode optar em contratar um serviço com um (transit time) mais curto;

✓ Possibilita a negociação de um free time maior para a devolução do container vazio. Normalmente os embarques CFR são contratados com um free time de 7 a 14 dias para a devolução do vazio. Nem sempre esse tempo é suficiente para o importador concluir os tramites de nacionalização da carga no Brasil;

✓ Pode realizar a contratação do frete internacional no Brasil através de uma agente de cargas;

✓ Receberá uma assessoria completa quanto a valores e opções de serviços (direto ou com transbordo);

✓ Saberá quanto irá pagar pelo frete e despesas de destino;

✓ Receberá informações constantes mediante a follow up quanto ao andamento da importação de quem detém o know-how da área;

Em resumo, a compra de um produto no Incoterm FOB  traz benefícios como a redução de custos, valores e free time preestabelecidos e mais controle para o importador do que o CFR.

Caso você, leitor, tenha alguma dúvida sobre esse tema ou outros assuntos relacionados ao frete internacional e agenciamento de carga, pode entrar em contato com a Ethima Logistics através do e-mail: contato@ethima.com.br ou pelo telefone (47) 3349-2767. Além disso, você também pode conhecer um pouco mais sobre nossos serviços acessando o nosso site: www.ethima.com.br

Saiba qual a importância do Siscomex para a viabilização dos processos de importação e exportação

Quando se busca agilidade nos processos de Comércio Exterior, muita gente ainda desconhece o Siscomex embora a viabilização dos processos de importação e exportação só ocorram após o registro no sistema.

E, embora esse registro seja feito apenas pelo Despachante Aduaneiro, você sabia que a Habilitação das empresas no Siscomex pode ser feita por uma empresa especializada que o auxiliará na junta de documentos? O Governo Brasileiro, através da Receita Federal, tem cada vez mais estimulado o acesso das empresas ao exterior e, por isso, facilitado a habilitação.

 

Por tratar-se de um instrumento que integra todas as atividades de controle das operações de comércio exterior, o Siscomex acabou uniformizando os procedimentos de todos os órgãos intervenientes facilitando assim a difusão das informações a todos os envolvidos como:

• Integração da Aduana

• Importador

• Exportador

• Bacen

• Órgãos anuentes.

Para quem sempre trabalhou com o Siscomex, talvez não tenha ideia de como o processo era muito mais burocrático. Antes, a empresa deveria:

1. Ir ao Banco do Brasil na CACEX (Carteira de comércio exterior) e pegar as Gi’s (Guias de Importação)

2. Preencher a máquina e não cometer nenhuma rasura.

3. Após o preenchimento das mesmas devolvia-se ao banco para a conferência e devida emissão da GI.

4. Caso algum campo estivesse preenchido de forma incorreta ou com rasuras, o banco devolvia para um novo preenchimento e posterior devolução para as assinaturas tardando mais ainda o processo de importação

Além de oferecer todas as vantagens acima, ao se registrar no Siscomex, você ainda tem acesso a notícias e outras informações relacionadas ao comércio exterior.

Não há dúvida que a criação do Siscomex tenha sido uma marco na história do Comércio exterior brasileiro principalmente pela agilidade da emissão e anuência dos processos tanto de importação quanto exportação.

Resumindo, o Siscomex facilitou e desburocratizou o acompanhamento de entrada e saída de mercadorias no país além de:

1. Trazer mais agilidade aos processos de Comércio exterior

2. Reduzir o volume da burocracia nas atividades comerciais

3. Reduzir o número de documentos utilizados nas operações os quais anteriormente eram controlados por meio de inúmeros papéis

4. Maior rapidez e precisão na consulta das informações.

Você já usa o Siscomex? Como ele tem ajudado você e a sua empresa no processo de viabilização de importação e exportação, se comparado com os processos realizados antigamente?

Deixe o seu comentário e até o próximo post!

unq o mundo dos negocios maria helena souza

ESTRUTURA PORTUÁRIA – TECNOLOGIA A SERVIÇO DA EFICIÊNCIA

Os equipamentos dos portos e como o maquinário determina a produtividade dos terminais.

Além de evoluírem em tamanho, os portos também se desenvolvem tecnologicamente a uma velocidade cada vez mais rápida. Para atender às demandas do transporte marítimo internacional, os investimentos em equipamentos são constantes. Afinal, são eles quem determinam o tempo necessário de operação para cada navio, a organização das cargas com o máximo de eficiência possível e evitam danos às mercadorias.

Portêiner: Equipamento utilizado na movimentação de contêineres do navio para o costado e vice-versa.

“A quantidade de equipamentos bem como sua performance individual influencia diretamente na produtividade do terminal”, resume o diretor operacional do Porto Itapoá, Sergni Junior. Continue lendo