Blog da UNQ

Qual a relação da passagem do Tufão Mangkhut e o seguro internacional de cargas?

No último domingo, Hong Kong emitiu um alerta máximo por causa da chegada de um tufão que atingiu a província de Guandong  na China com ventos de até 160km/h e fez com que ficássemos alertas em relação a passagem do Tufão Mangkhut e o seguro internacional de cargas.

Já falamos sobre o tema em outro post, dando dicas de como minimizar danos e reduzir custos e  depois de receber o vídeo abaixo, a ideia é reforçar alguns pontos.

Vídeo postado no Twitter mostrando cargas perdidas em Shenzhen durante a passagem do Tufão Mangkhut na China

especialista em transporte internacional da Ethima Logistics, Carlos Castro ressalta:

“Com um baixo investimento, garante-se a cobertura dos prejuízos que o segurado venha a sofrer em consequência de perda ou dano material sofrido pela carga, quaisquer que sejam as causas externas”, explica.

Conforme Castro, o seguro também protege prejuízos causados pelas chamadas “avarias grossas”, aquelas causadas de propósito pelo capitão do navio para preservar as vidas a bordo ou minimizar os danos ao navio e à carga quando há um perigo real e iminente – desde que o perigo não tenha sido causado pelo próprio comandante, tripulação ou equiparados.

Quase todas as grandes seguradoras, como Liberty, Porto Seguro, Mapfre, Allianz e BB Seguros, oferecem o serviço e se você importa ou exporta, recomendamos fortemente que avalie a possibilidade e comece a pensar em um seguro internacional de cargas para a sua empresa.

Importação barrada pelo MAPA: e agora?

O blog da UNQ abordou em 2017 os cuidados que se deve ter com a madeira nas importações para o Brasil, e explicou como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é rígido no controle das mercadorias importadas que contenham madeiras na análise das suas embalagens, visando buscar pragas que possam afetar a flora e a fauna brasileira. Mas você sabe o que fazer se tiver a importação barrada pelo MAPA?

Em parte, qualquer produto que venha embalado por madeira seja qual for a origem, deverá estar com suas embalagens fumigadas e devidamente carimbadas, certificando estar de acordo com o NIMF 15 (Norma Internacional de Medida Fitossanitária nº 15)

E se o seu fornecedor não fumigou e carimbou as embalagens, e agora?

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Viagem de negócios para China – Visto e Passagem

Pelas diferenças culturais e legais, além da grande distância geográfica e o investimento considerável, fazer uma viagem de negócios para China não é nada corriqueiro. Certamente, imprevistos surgirão em algum momento e, quanto mais preparado, mais tranquilamente serão resolvidos. E, principalmente, mais resultados serão obtidos nos negócios.

Por isso, depois de mais de dez vezes no país asiático, compartilho essas dicas de viagem à China, divididas em algumas partes, iniciando pelo visto e as passagens.

O Visto

Para a entrada na China Popular, é preciso solicitar o visto pessoalmente no consulado (pode ser através de um despachante, caso more longe). Até o ano passado era preciso definir entre uma ou mais entradas no país. Agora, com um pouco mais de esforço, é possível obtê-lo por cinco anos. O passaporte precisa ter validade de no mínimo seis meses a contar da data de entrada. Caso contrário, o visto será negado.

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Modelo de business license

As cartas convites de empresas chinesas devem ser recebidas carimbadas e assinadas a punho, além de acompanhar o “Business License” da empresa que assinou. A sugestão é que as cartas convites sejam escritas por aqui e enviadas apenas para emissão final. Para ambos documentos, a cópia simples por email é suficiente.

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Modelo de carta convite

A Passagem

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Siscoserv: serviços de instalação e manutenção realizados no exterior

Muitas fabricantes de equipamentos brasileiros comercializam seus produtos internacionalmente e uma dúvida constante é como funcionam os serviços de instalação e manutenção realizados no exterior através do Siscoserv. A venda de equipamentos é complexa pois, além do produto, são realizados serviços de instalação com o objetivo de deixar o equipamento rodando e configurado de acordo com as especificações dos clientes. Além disso, são fornecidos serviços de manutenção preventiva e corretiva prolongando a vida útil das máquinas exportadas.

Dependendo da complexidade dos equipamentos, é imprescindível que o fabricante tenha que se deslocar até o país destino para prestar estes serviços. Entretanto, é comum que estas empresas não realizem os registros destas operações no Siscoserv, principalmente por desconhecimento de tal obrigatoriedade.

Segundo o manual do Siscoserv, item 5:

“estão obrigados a registrar as informações no Sistema – Módulo Venda, os residentes ou domiciliados no Brasil que realizem, com residentes ou domiciliados no exterior, operações de venda de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio das pessoas físicas, das pessoas jurídicas ou dos entes despersonalizados, inclusive operações de exportação de serviços”.

Para que se possa realizar este lançamento no Siscoserv, é necessário identificar o código do serviço prestado. A Nomenclatura Brasileira de Serviços, Intangíveis e outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (NBS) é a base de dados nacional que deve ser utilizada para tal classificação. Ela permite uma padronização que facilita a geração de estatísticas e a fiscalização das operações de serviços realizados no âmbito internacional.

E quais são os códigos utilizados no Siscoserv?

Analisando a NBS na busca dos serviços de instalação e manutenção de máquinas e equipamentos genéricos, identificamos os seguintes códigos:

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A partir da identificação do código do serviço na NBS, o fabricante poderá então realizar no módulo de venda, os registros do RAS, referente aos registros dos serviços realizados e depois do RP, referente ao pagamento recebido pelos serviços prestados.

Siscomex: Mudanças na solicitação da habilitação do radar

O primeiro passo para que uma empresa no Brasil atue no comércio exterior é obter a prévia habilitação do seu responsável legal no RADAR (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros). Não possuindo o registro, a empresa não poderá operar pois não terá acesso ao SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior), sistema que gerencia todas a operações de comércio exterior no qual permite iniciar o despacho aduaneiro de importação e exportação.

     O Radar do SISCOMEX é um sistema mantido pela RFB (Receita Federal do Brasil) para autorizar as operações de comércio exterior que possibilita o controle evitando que empresas utilizem de negócios de importação e exportação como uma maneira de fraudar o fisco usando práticas de contrabando e desvios. As informações de todos os registrados no comércio exterior como importadores exportadores são unificadas o que permite monitoramento do comportamento e limite de ação de cada participante.

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  Quais são as modalidades de Radar para pessoa jurídica?

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