Blog da UNQ

Um Câmbio na Balança Comercial

O encerramento do mês de março trouxe novidades na balança comercial brasileira. Com as mudanças geradas no panorama cambial, causadas pelo aumento do dólar, a balança comercial registrou superávit pela primeira vez no ano. Ou seja, os valores exportados foram maiores do que aqueles gerados com as importações, ensejando um saldo positivo de 458 milhões nas negociações internacionais entre o Brasil e o mundo.

Logicamente, a redução das importações foi gerada pelos negócios de curto prazo, já que, em um mês, não é possível considerar as mudanças cambiais nos resultados para negócios que demoram mais, principalmente aqueles com maior distância. Ou seja, a tendência é que os números reduzam ainda mais com o tempo.

As exportações também caíram, se considerarmos o mesmo período do ano anterior. Entretanto a retração foi menor do que nas importações. Essa redução de valores nas exportações foi consequência principalmente da redução dos preços dos commodities nas bolsas como café e soja e que geraram menor liquidez nestes negócios com o exterior.

As perspectivas são de melhoria de desempenho das exportações nos próximos meses, aumentando este saldo da balança comercial. O fortalecimento da moeda americana gera esta possibilidade já que os preços dos produtos brasileiros ficam mais baratos e geram maior liquidez para as empresas. Todas essas mudanças geram consequências diretas imediatas aos cidadãos, já que maiores exportações e menores importações afetam diretamente a inflação, ensejando maiores preços generalizados.

Por ora era isso. Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

O Profissional de Comércio Exterior

A educação no comércio exterior
O início de mais um ano letivo nas universidades, me faz refletir sobre a educação e o profissional ligado aos negócios internacionais. Mesmo que ainda tenhamos muito para melhorar, é fato que a nossa cidade se desenvolveu muito neste sentido nos últimos 20 anos. Completei meu ensino médio em 1995 e poucas eram as opções de estudo superior em Criciúma. Prova disto é que a maioria dos alunos, com interesse em cursar uma faculdade, prestava vestibular em instituições localizadas em Florianópolis, Porto Alegre, entre outras cidades ainda mais distantes. Hoje em nossa região, temos oportunidade de cursar os mais diversos cursos. Leciono desde 2007 na Faculdades Escucri e posso afirmar que as instituições do sul de Santa Catarina estão preparadas a oferecer educação de qualidade aos que buscam um ensino que integra os conceitos teóricos com a prática do mercado de trabalho.

O profissional de Comércio Exterior
Percebemos cada vez mais a exposição das pessoas e empresas à globalização. Todas as profissões podem de alguma forma ter contato com o comércio exterior. Agricultores exportam grãos, engenheiros importam e exportam equipamentos, farmacêuticos importam medicamentos, advogados defendem ações de empresas multinacionais, etc. Entretanto, para lidar com a gestão dos processos de importação e exportação, é preciso estar capacitado. Os cursos superiores que preparam o profissional para a gestão do comércio exterior são principalmente os cursos de Administração de Empresas, com habilitação em Comércio Exterior, e o curso de Relações Internacionais.

Adquirindo competências comportamentais
O profissional de comércio exterior estará diariamente sendo testado não só por suas habilidades técnicas, mas também por suas habilidades comportamentais, também chamadas de soft skills, principalmente no aspecto da gestão das diferenças culturais imersas no ambiente corporativo, como por exemplo, empresas multinacionais que adotam idiomas estrangeiros como sua forma oficial de comunicação, compreender as entrelinhas de uma negociação internacional onde o estilo de vida e os modos entre as partes são algumas vezes antagônicos, ou simplesmente na forma de saludar um estrangeiro. Na minha opinião, a forma mais interessante de adquirir tais competências é a realização de intercâmbio internacional.

Intercâmbio internacional
É uma forma rápida e intensa de se adquirir experiências pessoais que farão muita diferença na vida e na carreira de qualquer um. É o tipo de atividade que não deve ser considerada como despesa, mas sim investimento. Tive duas experiências de intercâmbio internacional. A primeira durou seis meses e a segunda seis anos. Não há um dia sequer que, de alguma forma ou outra, não lembre dos ensinamentos que obtive durante este tempo fora e é um ativo que ninguém nunca poderá tirar de mim. Atualmente, existem diversas empresas que oferecem intercâmbios com preços acessíveis ou até mesmo remunerados. O governo brasileiro parece também ter despertado para isso, e estão oferecendo bolsas de estudos no exterior já em nível de graduação, como no caso dos programas Ciências sem Fronteiras e Inglês sem Fronteiras. Aproveitem estas oportunidades.

Grande abraço a todos!

Renato Barata Gomes
renato.barata@unq.com.br

Aumento do Dólar? E Eu com Isso?

Temos visto e falado sobre este aumento do dólar, pulando da faixa de 2,40 para 3,20, e o amigo leitor pode se perguntar diariamente “o que eu tenho com isso?”. É uma pergunta bem pertinente, já que quando falamos em variação cambial, a conotação pode ter uma interpretação exclusivamente empresarial. Mas a verdade é que a influência é para todo mundo.

Primeiro, sabemos que o acesso às viagens internacionais é muito mais intenso do que no passado e o impacto no custo destas viagens é imediato. Segundo, que a curto prazo, o aumento do dólar gera uma dificuldade generalizada nas empresas. Com essas dificuldades, as empresas têm que buscar soluções de otimização de custo que, muitas vezes, são baseadas na redução de pessoal, aumentando a taxa de desemprego.

Em terceiro e, talvez, o mais importante, o aumento de preços generalizado causado pela indexação ao dólar dos produtos nacionais e/ou pelo aproveitamento das circunstâncias por alguns setores. Ou seja, literalmente as empresas se aproveitam para aumentar os preços pela oportunidade. Em outros casos, quando há demanda (não é o nosso caso atual), a alta do dólar dificulta a concorrência externa dos produtos importados, o que enseja o aumento dos preços dos produtos nacionais. Sem concorrência externa, e com a demanda maior do que a oferta, os preços são elevados. Isso tudo gera o aumento da inflação e impacta no bolso do cidadão.

Por isso, é fundamental que todos estejam atentos às mudanças no câmbio e também às perspectivas de mercado para, assim, garantir segurança ao planejamento financeiro individual.

Por ora isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Globalização e as diferenças culturais

Globalização
Não podemos falar de comércio exterior sem tocar no tema Globalização. Um assunto tão discutido nos dias de hoje, mas muitas vezes utilizado de forma distorcida. Diversos bestsellers falam em globalização como se não existissem mais barreiras, fronteiras. Alguns dizem que o mundo se tornou uma aldeia global. Muitos, ao pensarem no mundo desta forma, se aventuram nos negócios sem estarem devidamente preparados para os obstáculos que encontrarão ao iniciar o desenvolvimento de projetos de importação, exportação ou outras experiências internacionais.

Diferenças culturais
Um dos primeiros aspectos que nos deparamos quando vamos prospectar negócios internacionais é o aspecto cultural. Dentro de nosso próprio país, já percebemos diferenças culturais acentuadas. Imaginem se pensarmos cultura no âmbito global: idiomas, modo de se vestir, religião, estilo de vida, comportamentos dentro das empresas, condutas éticas, valores, bons modos, sistemas políticos e econômicos, etc. Poderia listar uma infinidade de diferenças encontradas ao cruzarmos as fronteiras entre países, que têm impacto direto na cultura de um país. Cultura internacional é um tema muito especial pois são conhecimentos tácitos que não adquirimos facilmente na escola ou universidade. Precisamos vivenciar a exposição cultural para que possamos compreendê-la melhor.

E por falar em cultura internacional, um mico na Argentina
Em uma viagem de férias à Argentina, um casal foi fazer um passeio em Buenos Aires. Estava chovendo, e eles iriam fazer um passeio com outras pessoas desconhecidas que estavam no mesmo hotel. Ao entrar na van, o marido apresenta sua esposa às outras pessoas dizendo em “portunhol”: “mi mojé” O Argentino sentado ao lado logo respondeu: “Me mojé también”, afirmando que também havia se molhado com a chuva.

Mas deixem os micos só para as férias
A barreira do idioma, que em algumas situações pode resultar em boas risadas, no mundo dos negócios pode gerar grandes transtornos e muitas vezes inviabilizar projetos. Prepare-se ou busque assessoria especializada. O conhecimento de idiomas pode aumentar muito as chances de sucesso nos negócios.

A Qualidade do Produto Chinês

Ni hao! Estamos voltando ao Brasil e na despedida da China segue a ratificação de alguns aspectos importantes daquilo que a gente esperava para o mundo dos negócios: a qualidade dos produtos e a diferença cultural.

O conhecimento desenvolvido pelos chineses e a tecnologia existente fazem com que as possibilidades de negócios com a China sejam inúmeras. Não existe mais espaço para a velha justificativa de que os produtos chineses são ruins. Existe, sim, a melhor forma de encontrá-los, já que, como no Brasil, há empresas boas e más.

O outro aspecto importante é a diferença cultural. Não apenas o idioma e a alimentação, mas principalmente a forma de trabalhar e a percepção de qualidade, os quais podem ser supridos por uma comunicação aprimorada. Fazer a outra parte entender bem o que se precisa é fator fundamental nos negócios, e quando tratamos do âmbito internacional, deve ser ainda melhor trabalhada.

Claro que não é no primeiro contato que se desenvolve as condições para fazer negócios internacionais. A experiência e o conhecimento são adquiridos com o tempo. Por isso, contar com uma assessoria especializada, que agregue no contexto do negócio para reduzir essa distância empreendedora, pode ser um investimento de grandes resultados.

Por ora era isso. Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br