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Importação Estratégica – O dólar não é a única variável a ser analisada

Os questionamentos sobre a viabilidade de importação, haja vista o aumento do dólar, são cada dia mais constantes. E isso é tão interessante e tão oportuno na situação econômica atual que sempre que possível vamos trazer novas respostas aos leitores.

É natural que o custo da importação aumente pela alta do dólar. Mas será que essa é a única variável que precisamos considerar no processo de importação? Claro que não. Outros tantos fatores são importantes. O aperfeiçoamento logístico, por exemplo, é fundamental. Encontrar mecanismos que otimizem os custos é um processo que demanda especialização.

Além disso, é importante estar atento as oportunidade do mercado global. Com a redução do preço do barril do petróleo e também da demanda de transportes internacionais, temos visto uma redução bastante significativa nos fretes marítimos entre os países. O transporte de um container de 20 pés vindos da China, por exemplo, atualmente pode ser contratado por USd450,00. No ano passado, tivemos picos de USD1800,00 com o mesmo itinerário e o mesmo tipo de container. Uma redução de 75%. Para produtos de valor agregado menor, por exemplo, esta diferença pode compensar a alta do dólar.

Claro que o estudo deve ser feito na particularidade de cada produto e cada negócio. O que não se pode fazer é generalizar o conceito de que a alta do dólar inviabiliza a importação. A empresa que tratar desta forma, com certeza, estará a um passo de perder espaço neste mercado tão competitivo.

E, pensando nisso, a ACIC e a UNQ Import Export prepararam o curso de Importação Estratégica para condicionar as empresas da região a quebrar paradigmas e aprofundarem o tema, buscando vantagens em cada detalhe do mundo dos negócios. A convite da ACIC, eu serei um dos instrutores do curso, que começa no dia 16 e as inscrições podem ser feitas através do email cursos@acicri.com.br. Para maiores informações, acesse o link http://www.acicri.com.br/noticia/curso-traz-informacoes-sobre-importacao-estrategica-4617.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Globalização na Educação

O atraso na educação Brasileira

Este é um tema muito importante importante para o nosso país. Acaba ser divulgado pela UNESCO que o Brasil só conseguiu atingir 2 das 6 metas estabelecidas no ano 2000 no “Marco de Ação de Dakar, Educação Para Todos (EPT): Cumprindo nossos Compromissos Coletivos”. Os objetivos alcançados pelo Brasil foram o alcance da educação primária universal e o alcance da paridade e a igualdade de gênero, isto é uma proporção parecida de homens e mulheres na escola. As metas não cumpridas foram: educação e cuidados na primeira infância, habilidades para jovens e adultos, alfabetização de adultos e qualidade na educação.

Já pensaram em fazer cursos grátis em Harvard ou no MIT? Esta oportunidade já está disponível para todos!

               Com o intuito de dar acessibilidade a conteúdo de qualidade a jovens e adultos, muitas universidades começaram a desenvolver o chamado MOOC, sigla que em inglês significa Massive Open Online Course, no português Curso Online Aberto e Massivo. São plataformas online que oferecem cursos de universidades mundialmente reconhecidas como Harvard, Stanford, MIT, entre outras. Alguns cursos já são oferecidos com legendas em português. Cito aqui três plataformas que vocês devem conhecer: Veduca, Coursera e edX. Alguns MOOCs fornecem certificados de participação, outros ainda não. Certamente é um conceito que está revolucionando a educação no mundo. Será que algum dia poderemos fazer uma faculdade ou um MBA em Harvard sem pagar nada? Enquanto isto não acontece, aproveitem a oportunidade de aprofundarem seus conhecimentos e enriquecerem seus currículos através dos cursos disponíveis nas mais diversas áreas de ensino.

Educação gera inovação…

                Não tenho dúvida em afirmar que a qualidade da educação e a pesquisa direcionada ao mercado são os maiores propulsores da inovação. Atualmente, inovação é um tema bastante em alta no Brasil, tanto na academia, quanto na indústria. Um dos indicadores que demonstra o nível de inovação em um país, é o número de registros de patentes. Utilizo este indicador para demonstrar um gráfico do relatório anual feito pela World Intellectual Property Organization, que compara o registro de patentes realizados nos 10 maiores escritórios de patentes de cada país no ano de 2013. Para aqueles que acham que a China só sabe copiar produtos, este índice mostra que eles vêm se preparando e investindo muito para se tornarem a maior potência mundial também no quesito inovação.

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Fonte: World Intellectual Property Organization

Inovação e as Startups

                Startups são empresas inovadoras de capital fechado que levantam recursos através de capital de risco. Você conhece a Snapchat, Dropbox, Airbnb, Flipkart, Spacex, Palantir, Uber, Xiaomi? Estas empresas estão avaliadas em mais de US$ 10 bilhões, exemplos de empresas inovadoras modernas que têm um grande impacto na economia de um país. Espero ter despertado em vocês a reflexão de que educação e inovação são elementos cruciais para o futuro do nosso país, e que o Brasil precisa investir pesado em programas que facilitem a integração dos projetos de pesquisa nas empresas com as universidades.

Importação Estratégica – Além das Oportunidades Pontuais

Diante da alta do dólar, os questionamentos sobre a viabilidade de importação são muitos. Não era de se esperar o contrário, já que realmente este novo patamar cambial aumenta o custo dos produtos importados diretamente. O aumento, no entanto, não desfaz a importância e as possibilidades de encontrar oportunidades de compra no exterior, apenas exige que as empresas busquem se capacitar mais para garantir vantagem competitiva.

Para os que têm nos planos importar mas ainda não se lançaram no comércio exterior, o cenário atual pode parecer ainda mais desfavorável. Seria este o momento, com o dólar nas alturas, de começar a importar? Eu diria que sim. Até porque a importação estratégica não está focada nos negócios pontuais, oportunizados apenas nas variações cambiais. Ela deve fazer parte do planejamento de toda empresa, até mesmo as menores.

É certo que momentos de crise como o que enfrentamos atualmente exige mais atenção. E isso, ao contrário do que muitos pensam, não limita as empresas de tomarem riscos. Exige, sim, mais profissionalismo, mais esforços e, por que não, mais ousadia. Afinal, o consumo tende a diminuir, mas nunca desaparecer. Então, se as pessoas vão diminuir a compra, mas vão continuar a comprar, que o produto da sua empresa seja o eleito e não o do concorrente.

E onde a importação estratégica entra nisso tudo? Na formação de parcerias que entendam o negócio da empresa, na adequação do planejamento e estruturação de todos os setores para entender os aspectos da compra internacional, no aprimoramento logístico e aduaneiro, na diferenciação de produtos, na melhoria da qualidade e na busca incessante por melhores condições comerciais.

Mesmo que dólar esteja na casa dos três reais, as possibilidades existem. Essa é a diferença entre as empresas profissionalizadas e as empresas comuns. As primeiras conseguem resultados porque trabalham de forma estratégica e não apenas nas oportunidades pontuais. São essas que em momentos de economia desfavorável vão prevalecer no mercado.

Pensando nisso, a ACIC e a UNQ Import Export promovem o curso Importação Estratégica: Todos os passos para obter vantagem competitiva. Acontecerá nos dia 16, 23, 30 de abril e 7 de maio. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail cursos@acicri.com.br.

Curso ACIC UNQ

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Zero pra Eles na Importação

Na última quarta-feira, o governo reduziu a zero o imposto de importação de cápsulas de café e das máquinas domésticas onde as mesmas são utilizadas. O imposto das cápsulas era 10% e o da máquina, 20%. Além destes produtos, o governo também zerou a alíquota do imposto de importação da vacina contra o HPV, que era 2%.

Ccapsulas de Cafe

Claro que, mesmo não pagando o Imposto de Importação, as empresas importadoras continuarão recolhendo os demais tributos incidentes como PIS, COFINs, ICMS e IPI quando devido.

A explicação dessas reduções é bem simples, caros leitores. Como o aumento do dólar tornou mais cara a importação em geral, o governo deve atuar para viabilizar alguns tipos de importações, reduzindo os impostos e absorvendo os devidos custos. Estas decisões serão tomadas a partir da percepção de necessidade de mercado ou de reajuste econômico.

Com isso, começaremos a ver, a partir de agora, ações do governo para estimular grupos de produtos que dependem da importação, ou para criação de mercados específicos, como no caso da cápsulas, ou para atender demandas especiais, como o caso da vacina.

Não esperamos, no entanto, que isso aconteça com muita frequência, já que vai na contramão do ajuste fiscal, que é a de aumento de arrecadação. Essa ações serão geradas em casos extremos para corrigir potenciais desequilíbrios causados pelo aumento do dólar.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

Importação de Carros para Uso Pessoal

Muita gente me pergunta sobre a importação de carros e o mundo dos negócios traz seus riscos e oportunidades. Afinal de contas, é possível comprar carro do exterior? A importação de carros para uso pessoal é possível, sim, mas alguns critérios devem ser seguidos para a compra não esbarrar no excesso de burocracia brasileira e gerar perdas de dinheiro.

Primeiramente, é necessária a habilitação no sistema de comércio exterior da Receita Federal, a qual avalia a condição de compra comparando com a declaração de renda. Ou seja, com os dados de renda, a Receita verifica e habilita ou não a pessoa para a compra, conforme sua condição financeira. Tendo essa habilitação concedida, é importante verificar se o veículo está adequado para transitar no país através de consulta no Denatran.

Com o carro adequado e negociado no exterior, é necessário passar por outro processo burocrático, que é a solicitação da Licença de Importação (LI), a qual só é deferida se o modelo em questão não é produzido no Brasil. Se o carro for produzido no Brasil, não é possível importá-lo. Dependendo do tipo de carro, outras licenças podem ser necessárias como IBAMA, para verificar que o carro atende às legislações ambientais, Exército, para blindados, ANVISA, para carros com medicamentos, e Ministério da Agricultura, para tratores.

Tendo a licença e todos os aspectos burocráticos cumpridos, basta tratar dos aspectos logísticos e aduaneiros, que consistem na reserva de espaço no navio, transferência do carro até o Porto de origem, emissão de documentos, adequação no navio, transporte internacional, recebimento no Porto de destino, registro da importação, pagamento de impostos e a liberação junto à Receita Federal.

Porto de Rio Grande

Embora haja jurisprudência sobre o não pagamento do IPI na importação de automóveis para uso pessoal, a carga tributária ainda assim é bastante elevada e o processo bem oneroso. Se você é uma pessoa que deseja um carro importado, procure um especialista e esteja ciente de todas essas particularidades. É a oportunidade de aproveitar um carro praticamente exclusivo.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br