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Seis barreiras que impedem o Comércio Exterior eficiente no Brasil

Exportação Exemplo

Seis barreiras que impedem o Comércio Exterior eficiente no Brasil

Segundo um novo estudo global divulgado nesta segunda-feira (16) pela Thomson Reuters em parceria com a KPMG, 70% das empresas poderiam ser mais competitivas em seus processos de exportação se otimizassem a gestão de suas operações.

De acordo com o levantamento, o processo de gestão das operações de importação e exportação é complexo e, para 2/3 dos respondentes da pesquisa, deve se tornar ainda mais complicado nos próximos 3 a 5 anos.

Os maiores desafios que os gestores enfrentam atualmente estão relacionados aos processos manuais realizados em sistemas distintos e à complexidade das alterações normativas — que no Brasil chegam em média a 3 alterações por dia útil, de acordo com a Associação de Comércio Exterior do Brasil.

A pesquisa global foi realizada com 446 especialistas e gestores de comércio exterior de 11 países diferentes: Argentina, Brasil, Chile, China, Colômbia, Coréia do Sul, Estados Unidos, India, Japão, México e Peru, sendo que a maior participação entre todos os países foi de executivos brasileiros.Também foram mencionados como desafios importantes a interpretação de regras em diferentes países, a mudança de exigências junto a instituições públicas locais e a necessidade de lidar com processos antiquados.

  1. Burocracia

A burocracia, inevitavelmente, é um complicador do comércio exterior. Segundo os entrevistados, os processos que consomem mais tempo e recursos são documentação e licenciamento de importação, a gestão de despachantes aduaneiros e a classificação de importação de produtos. Estes processos também são vistos como atividades que criam os maiores riscos de multas ou elevados custos operacionais.

2 – Uso de tecnologia integrada para gerenciar operações de comércio exterior

Um total de 63% disse não usar plataformas e sistemas específicos para gestão das atividades de comércio exterior. Dentre eles, a falta de experiência prévia (22%) e a falta de suporte ou orçamento dentro da organização (30%) foram os itens mais citados para justificar esse não adoção.

Os 37% que já fazem uso de sistemas de gestão explicaram por que não utilizam as ferramentas em todas as operações de importação e exportação: a questão de orçamento limitado obteve 17% das respostas e a existência de múltiplos sistemas de gestão empresarial (ERP, na sigla em inglês) foi considerada um complicador por 27%.

3 – Uso dos Acordos de Livre Comércio

No que diz respeito aos Acordos de Livre Comércio (FTAs), apenas 6% informaram usar mais de 10 dos acordos disponíveis em seus países; 9% utilizam de 6 a 9 FTAs; 24% utilizam entre 3 e 5; e 36%, até 2. Um quarto dos entrevistados revelou não usar nenhum FTA. E ainda, 82% afirmaram não utilizar todo o potencial dos FTAs.

De acordo com a pesquisa, esses dados sugerem que, provavelmente, as empresas estão pagando mais do que o necessário em tarifas e impostos e, como consequencia, perdendo em competitividade no mercado internacional.

Como razões para esse quadro, os respondentes mencionaram a complexidade das regras de origem (39%); os desafios para obtenção de documentação dos fornecedores de matéria-prima (24%); falta de conhecimento da equipe interna (42%); alterações ao projeto de lei de origem de material e de sourcing (16%); falta de equipe focada no cumprimento regulatório dos FTAs (19%); e benefícios não compensam os riscos e os esforços a serem implementados (12%).

4 – Benefícios de regimes especiais

A Receita Federal do Brasil (RFB) permite que os importadores e exportadores do país tenham benefícios de suspensão ou isenção de tributos, na entrada ou na saída de mercadorias do território brasileiro, através de alguns Regimes Aduaneiros Especiais.

Sobre a utilização destes regimes, 83% dos entrevistados afirmam saber intermediário/superficialmente sobre os benefícios que eles proporcionam para as empresas, e apenas 17% alegam conhecer/beneficiar-se dos regimes disponíveis no Brasil.
5 – Riscos de penalidades e sanções

Convidados a avaliar diferentes atividades relacionadas ao comércio exterior em relação ao risco de penalidades, outras sanções regulatórias e impacto de aumento do custo, 28% dos entrevistados consideraram a classificação de produtos de importação como a mais relevante.

Os desafios mais citados para explicar isso foram: ambiguidade na descrição de produtos (45%); classificações diferentes em cada país (35%); eficiência no workflow de classificação (28%); e alterações frequentes nas regras de classificação do Governo (39%);
6 – Conhecendo os clientes

E sobre Trade-Compliance (termo que, no jargão do mercado, designa as políticas, normas e os procedimentos que guiam as importações e exportações) 79% dos respondentes consideram ser necessário conhecer a reputação e seus clientes, fornecedores e parceiros, porém apenas 68% utilizam soluções tecnológicas para facilitar tal processo.

Como facilitar essas seis barreiras? Consulte uma equipe de especialistas em Comércio Exterior e facilite o processo de importação e exportação para a sua empresa.

Fonte: Exame

Exportações catarinenses apresentam queda em 2015

Exportações catarinenses apresentam queda em 2015

Porto Exemplo

As exportações catarinenses tiveram queda de 15,82% nos primeiros dez meses de 2015, em comparação com 2014, para US$ 6.480.248.361. Na mesma comparação a redução nas exportações brasileiras é de 16,4%.

Segundo dados da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), entre o ranking dos 10 produtos mais exportados, as maiores quedas registradas foram soja em -36,45%, os suínos em -27,18% e motores e geradores elétricos.

Comparando outubro de 2015 ao mesmo mês em 2014 a queda é maior, as exportações de Santa Catarina reduziram 28,81%, para US$ 540.263 milhões. Em relação a setembro de 2015 as vendas externas declinaram.

Entre os 10 principais países que SC exporta, a Rússia foi o que mais reduziu as encomendas em -34,85%, seguida do Japão que reduziu 32,94% e da China com -28,06%. Os Estados Unidos, maior comprador de produtos doestado, reduziu 8,51%.

Para o diretor da UNQ Import and Export, a alta do dólar pode trazer benefícios aos empreendedores. “O aumento da moeda norte-americana pode, para as empresas exportadoras, aumentar a rentabilidade no processo ao converter a receita da venda internacional em reais. Uma outra alternativa é manter a rentabilidade no processo, reduzindo o preço em dólar para poder atrair novos clientes internacionais com valores mais atrativos. Mas há ainda as duas possibilidades, ou seja, de reduzir um pouco o preço e aumentar menos sua rentabilidade”, analisa Marcelo Raupp.

Para Raupp, a tolerância dos empreendedores é importante neste momento da economia. “Todos precisamos ter paciência para colhermos frutos de um mercado com demanda reprimida. A capacitação profissional é importante para que possamos entrar no mercado certo, no momento mais oportuno e em condições adequadas”, finaliza.

Fonte: Fiesc

Terceirização de assessoria em comércio exterior traz benefícios para indústria

Terceirização de assessoria em comércio exterior traz benefícios para indústria

DELUCCA Confecções ganhou benefícios financeiros e logísticos

Tecidos - China - Exemplo

Indústria de produção de tecidos chinesa

Considerada como uma das mais tradicionais empresas do polo de confecção do sul de Santa Catarina, há 44 anos a DELUCCA atua com alfaiataria e camisaria em sintonia com as mais atuais tendências mundiais da moda. Com parque industrial situado em Criciúma e presente em mais de 500 lojas multimarcas pelo Brasil, as coleções da DELUCCA agregam qualidade em ternos, camisas, calças, paletós, saias e vestidos.

Para a produção e o atendimento a toda rede varejista, a DELUCCA frequentemente importa matéria-prima do exterior. Mas até o final de 2013, o processo era realizado sem um planejamento a médio e longo prazo. “As importações não faziam parte da rotina da empresa. Ocorriam de forma pontual e traziam problemas financeiros e de tempo aos colaboradores e direção”, relembra a gerente de desenvolvimento de produto da DELUCCA, Beatriz De Lucca.

 

Com a terceirização dos serviços, a UNQ Import and Export passou desde o último ano a atuar como gestora global dos processos de comércio exterior da DELUCCA. “Atuamos como facilitadora na operação de determinados suprimentos importados que a indústria necessite. Efetivamos a assessoria desde a prospecção até o recebimento da carga reduzindo custos com tributação”, esclarece o diretor da UNQ Import and Export, Marcelo Raupp.

De Lucca Logomarca

Os benefícios para a indústria de confecção transformou o problema de importar em solução. “Houve toda uma organização do processo sem que para isso houvesse a necessidade de contratar um colaborador na própria empresa. Principalmente neste momento de recessão, contar com este tipo de consultoria nos traz mais segurança nas negociações e no planejamento”, resume Beatriz.

 

 

O Vilão dos Dólares

É teeeeeetra!!! É teeeeetra!!!

Finalmente, e infelizmente, o dólar ultrapassou a barreira dos R$4,00 pela primeira vez em sua história. Até então, o recorde para o fechamento do dólar havia sido os R$ 3,990 registrados em 10 de outubro de 2002.

Naquela ocasião, o vilão foi o então candidato a presidente Luiz Inacio Lula da Silva, que liderava as pesquisas nos poucos dias que antecediam as eleições, já que os investidores do mercado financeiro temiam as implicações da possível vitória do candidato. Desta vez, a história não é diferente, pois o contexto político criado pelo governo pupilo levou o país a estas condições pela má administração e a corrupção sem limites.

A diferença naquela época é que a população apoiava suas esperanças no então candidato. Havia uma expectativa de mudança positiva e melhorias diversas. Hoje, o mesmo motivo do aumento do dólar é baseado na frustração daquela mesma expectativa do passado não cumprida. Na decepção em que aquele candidato proporcionou à economia em geral.

Para viajar ao exterior, o brasileiro passa a pagar R$4,50 no dólar turismo. Isso implica que, na compra de USD2.000,00 que é um valor médio para alcançar o estrangeiro, o viajante investirá R$9.000,00, o que torna qualquer saída do país muito mais cara. Na busca por soluções milagrosas, ontem ainda me perguntaram sobre onde encontrar dólares mais baratos. Minha resposta foi tácita: na Europa.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

A Independência do Brasil Atual

No dia da independência do Brasil, comemoramos alguns recordes negativos dentro da realidade político-econômica, que não nos fazem orgulhar como gostaríamos. Os números econômicos e os escândalos de corrupção não apenas envergonham, mas dificultam a vida do mais patriota. Principalmente, porque a situação econômica é consequência direta da forma como a politicagem envolveu o Brasil.

Essa situação naturalmente me faz imaginar como seria o país dependente ou se, simplesmente, a independência fosse resultado de reivindicações plenas e não acordos mascarados da família real. Afinal, a aliança entre Brasil e Portugal culminou, além de outras cosias, no pagamento de 80 toneladas de ouro para o país lusitano e, talvez, aí que tenha começado a prática de recebimentos paralelos para obras públicas realizadas.

Claro que a herança não é direcionada aos políticos especificamente, mas sim aos trabalhos que envolvem politicagem. Quantas vezes, caro leitor, você não teve que receber um serviço público e pareceu que estava recebendo um favor? Que em vez de você ser o cliente, você se sentiu o prestador do serviço? Onde a preocupação de fidelização era sua, tentando tratar o prestador de serviço público com a maior atenção possível para não sofrer qualquer tipo de retaliação? E não aquela preocupação contrária do prestador de serviço que precisa ser bem avaliado para voltar à clientela?

E são nestes pontos que eu penso na independência do Brasil. O patriotismo na adequação real dos valores. A nação disposta a encontrar o equilíbrio das coisas e não simplesmente aumentar o acolchoado do seu sofá. No fim da dependência da politicagem. Não uma independência de Portugal, mas, sim, uma independência do próprio Brasil atual.

Para ouvir o comentário acesse http://www.difusora910.com.br/player-podcast/podcasts/T3BpbmnjbyAtIE1hcmNlbG8gUmF1cHA=/1bfbb13b3ab2650531af8eca1f08820a.mp3

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br