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Cinco áreas de atuação da APEX Brasil na promoção das exportações brasileiras

Coluna desta quarta-feira (29) na editoria de Economia do Jornal A Tribuna, com o diretor da UNQ Import Export, Renata Barata Gomes

Cinco áreas de atuação da APEX Brasil na promoção das exportações brasileiras
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. O órgão tem grande importância no desenvolvimento do comércio exterior brasileiro pois, através de seus 5 pilares de atuação, amplia o horizonte de empresas brasileiras nos negócios internacionais:

1. Inteligência de Mercado
A APEX realiza estudos e análises de mercados que visam orientar as empresas e os parceiros em relação às melhores oportunidades para os seus negócios internacionais.

2. Qualificação Empresarial
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos promove capacitações, consultorias e assessorias oferecidas com o objetivo de incrementar a competitividade e promover a cultura exportadora nas empresas, preparando-as para os desafios do mercado internacional. A Oficina de Competitividade é um dos programas mais utilizados oferecendo capacitação nas áreas de administração estratégica, administração da produção, gestão e planejamento para internacionalização.

3. Estratégia para Internacionalização
Conjunto de serviços que visa orientar empresas e parceiros na definição de estratégias para inserção e avanço no processo de internacionalização. Um dos principais projetos neste segmento é o PEIEX, Projeto Extensão Industrial Exportadora. Este programa oferece às empresas um diagnóstico gratuito com o objetivo de, posteriormente, no desenvolvimento do trabalho, apresentar soluções a fim de otimizar seu desempenho competitivo. Ao mesmo tempo, o projeto sinaliza aos agentes econômicos, ações de médio e longo prazos que se deve empreender no sentido de operar mudanças no padrão de competitividade da região atendida.

4. Promoção de Negócios e Imagem
Ações que têm como objetivo facilitar o acesso das empresas brasileiras aos mercados internacionais, diversificar os destinos das exportações brasileiras e melhorar a percepção internacional acerca das empresas, dos produtos e dos serviços brasileiros. Os principais projetos contemplados neste pilar são:

  • Rodadas de Negócios com compradores internacionais;
  • Missões internacionais para países estratégicos;
  • Exposição em feiras internacionais com custo parcialmente subsidiado;
  • Subsídio a clientes estrangeiros para visitas de negócios;coluna renato 29.06.2016

5. Atração de Investimentos
Ações para captar investimentos estrangeiros diretos (IED) com o objetivo de melhorar a imagem do Brasil como um mercado atrativo para aportes de capital estrangeiro, promovendo o desenvolvimento e a competitividade do país. As ações de atração de investimentos também visam promover a transferência de tecnologias inovadoras para empresas brasileiras.

Uma boa assessoria em comércio exterior pode potencializar seus negócios
É importante que as empresas busquem uma assessoria especializada em comércio exterior para que esta, através de um diagnóstico, identifique os serviços da Apex que mais se adequam as suas necessidades.

Negócios na Coréia do Sul

Na semana passada, estive na Coréia do Sul, um país cheio de marcas históricas e que se orgulha muito da capacidade das pessoas. Tem uma história de guerras marcantes e perdas significativas com Japão, China, Mongólia e com a divisão do país depois da segunda guerra mundial. E todas essas perdas foram compensadas com a capacidade dos Coreanos de trabalho e desenvolvimento. Muito conceituada em tecnologia, é caracterizada pela alta qualidade dos seus produtos e, por toda esse aspecto pessoal dos sul-coreanos, as oportunidades são inúmeras no país.

Coreia

As Diferenças Culturais

Para fazermos bons negócios, é importante claro entender as diferenças culturais, além das jurídicas e administrativas. A parte cultural é sempre curiosa e, por lá, alguns cuidados são importantes para oportunizar bons resultados.

Comida apimentada: É natural que os encontros de negócios sejam envolvidos com refeições entre as visitas de fábrica, desenvolvimentos de produtos e negociações específicas. É um momento de aproximação entre as partes e, por isso, é importante entender o que pode ser servido e estar preparado para isso. O Coreano tem o hábito da pimenta como tempero e mesmo as comidas pedidas sem pimenta podem ser apimentadas para os brasileiros.

Contato com pessoas: Os Coreanos não têm a mesma liberdade que os brasileiros têm no contato com as pessoas de diferentes gêneros. Mesmo os casais não têm a liberdade de beijos em público e o contato é bem restrito. Por outro lado, é natural ver pessoas do mesmo gênero de mãos dadas, abraçadas, dividindo o café ou elogiando um ao outro. Não é questão de homossexualidade, mas sim de aproximação. Portanto, é importante entender e não ficar constrangido com esta tendência. Certamente, é um ponto positivo.

Consumo de álcool: O Soju, bebida típica proveniente do arroz com 17% de grau alcoólico, é tradicionalmente consumido em Happy Hours diários. Entre copos de cerveja e soju (às vezes, misturados no mesmo copo), os encontros podem promover uma quantidade excessiva de consumo, o que deve ser feito com cautela para não gerar constrangimentos.

Decote proibido: Para as mulheres nos negócios, é importante atentar para este aspecto. É normal vermos as Coreanas com saias e shorts curtos. No entanto, os decotes são moralmente proibidos e as camisas cobrem quase até o pescoço. É importante ficar atenta neste detalhe para evitar dificuldades no desenvolvimento dos negócios.

Resultados de uma Oportunidade bem Aproveitada

Claro que outras diferenças são também muito significativas e, em muitos casos, tão importantes quanto essas questões culturais citadas. O importante é estar atento às oportunidades e, através de um trabalho bem feito, conquistar os resultados de sucesso para o negócio. A UNQ Import Export pode fazer o diferencial neste processo de encontrar as melhores soluções no comércio exterior com o conhecimento necessário para auferir os melhores resultados. Mais do que nunca, hoje, as vantagens competitivas estão nos detalhes.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

MarceloRaupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Governo Federal determina a liberação de importação do feijão

Governo Federal determina a liberação de importação do feijão

Feijão 2 Feijão

Na intenção de reduzir o preço do feijão para o consumidor final, o governo federal determinou a liberação da importação do produto para Argentina, Paraguai e Bolívia, países vizinhos do Mercosul. A requisição foi feita pelo Ministro da Agricultura, Pecuária, Abastecimento, Blairo Maggi.

Em entrevista ao Portal Planalto, Maggi disse que existe ainda a possibilidade de trazer o produto do México, após a abertura de um acordo sanitário, e da China. O preço do feijão subiu por causa do clima que, por sua vez, prejudicou a safra do produto, ocasionando, assim, queda na oferta e aumento na demanda.

Segundo pesquisa de auditoria de vareja da GFK, que coleta preços em pequenos e médios supermercados instalados em 21 regiões do país, até maio o preço do feijão subiu, em média, 28%. Conforme a GFK, cada família consome três quilos de feijão ao mês.

De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede a variação nas capitais, o preço do produto aumentou 33,49% no ano até maio e 41, 62% em 12 meses. “O mercado reage de acordo com a lei da oferta e procura. Esse estimulo da importação proporciona maior opção às pessoas, diminuindo, assim, os preços aos consumidores”, afirma diretor da UNQ Import Export, Marcelo Raupp.

Artigo Como declarar bens comprados em viagem no exterior?

Artigo Como declarar bens comprados em viagem no exterior?

Por Dra. Keite Wieira *

Malas - Exterior 2Malas - Exterior

Quando da compra de bens em viagens ao exterior, surge a dúvida acerca da declaração destes objetos comprados e quanto à tributação dos mesmos no retorno ao Brasil.

O que o brasileiro turista precisa se ater é ao limite de isenção tributária nos bens adquiridos. Quando o retorno ao Brasil é feito por meio marítimo ou aéreo pode-se trazer bens até o limite de US$500,00 (quinhentos dólares) sem se preocupar com a tributação. Quando a entrada em território brasileiro se der por via terrestre, fluvial ou lacustre este limite é reduzido à US$300,00 (trezentos dólares). Aos bens adquiridos que ultrapassem essas quotas, será cobrado tributo de 50% do valor excedente.

Outra questão importante para se observar refere-se à declaração dos bens quando da chegada. Ao chegar no Brasil, o passageiro deve requerer junto à alfandega um formulário de Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA). Neste formulário, entre outros bens que devem ser declarados, se faz necessário informar quais produtos adquiridos no exterior ultrapassam a quota de isenção, sob pena de aplicação de multa também no valor de 50% do excedente.

A título de exemplo, cita-se: caso o turista adquira um computador pelo preço de US$1.000,00 (mil dólares) no exterior, e ingresse em território nacional pelo mar, tendo efetuado a DBA, pagará, a título de tributo, o valor de US$250,00 convertidos em reais, conforme a cotação do dia. Caso a DBA não tenha sido feita, o titular dos bens pagará além do valor do tributo, outros US$250,00 a título de multa. Ou seja, pagará o equivalente em reais, a US$500,00.

Ainda que os bens adquiridos não ultrapassem o limite de isenção tributária, apesar de não obrigatório, é essencial que o viajante faça a DBA para regularizar a sua importação, pois, em uma próxima viagem que queira levar este produto, precisará comprovar a sua origem quando do retorno.

Para melhor compreensão ressalta-se que os bens adquiridos anteriormente à viagem, os de uso pessoal que o turista tenha levado consigo para a viagem, se faz necessário apresentar, quando do retorno ao país, nota fiscal emitida no Brasil ou, no caso de bens adquiridos no exterior em viagem anterior, a Declaração de Bagagem Acompanhada daquela viagem anterior.

Salienta-se, por fim, que os bens adquiridos em free shops após o desembarque em território brasileiro não precisam ser declarados na DBA e não são contabilizados no limite de compras no exterior, pelo contrário, possuem limite de compras próprio.

Keite Wieira

Keite Wieira é advogada e especialista em Direito Aduaneiro do escritório Andréia Dota Vieira

Por que criar o Plano Nacional de Exportações?

Coluna desta quarta-feira (15) do jornal A Tribuna, com Renato Barata Gomes, diretor da UNQ Import Export, confira:

Por que criar o Plano Nacional de Exportações?coluna Renato 15.06.2016

Estima-se que o mercado global corresponde a um PIB de aproximadamente 32 vezes o PIB brasileiro. O Brasil ainda é um exportador de matéria-prima e importador de produtos de maior valor agregado. Além disso, as exportações brasileiras não refletem o tamanho da nossa economia. Enquanto somos a 9ª economia mundial, o Brasil ocupava a 25ª posição em 2015 e estima-se que poderá cair para 29ª em 2016. As vendas internacionais brasileiras representam menos de 2% das exportações do planeta.

Quais os objetivos do Plano nacional de Exportações?

O interesse do Brasil pelo comércio internacional está diretamente ligado ao desenvolvimento do país e ao aumento do PIB e da geração de renda. Entretanto, indiretamente, o comércio exterior gera grandes benefícios ao país. Dentre os principais, podemos citar:

-A manutenção e ampliação de empregos devido ao crescimento das empresas através do aumento da participação no mercado global;

-Devida à concorrência internacional, empresas precisam investir no seu capital humano, para que possa crescer e desenvolver produtos com mais qualidade e menor custo;

-Com objetivo de gerar vantagem competitiva internacional, empresas exportadoras investem cada vez mais em inovação tecnológica e processos;

-Quanto mais empresas vendem produtos brasileiros de qualidade em diferentes países, mais forte fica a marca “Made in Brazil” internacionalmente.

Os cinco pilares do Plano Nacional de Exportações para atingir os objetivos

  1. Mapa estratégico de mercados: fortalecimento comercial com 32 países:
  2. África e Oriente Médio: África do Sul, Egito, Nigéria, Argélia, Angola, Moçambique, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos;
  3. América do Norte e Europa: Alemanha, França, Rússia, Turquia, Reino Unido, Polônia, EUA, México e Canadá;
  4. Ásia e Oceania: China, Índia, Japão, Coréia do Sul e Austrália;
  5. Capacitação de Empresas para difusão da cultura exportadora: o governo busca ampliar os programas de capacitação de empresas, missões empresariais, intercâmbios culturais e programas setoriais em parceria com a APEX Brasil e Câmaras de Comércio;
  6. Facilitação do Comércio: o governo busca seguir o acordo de facilitação de comércio desenvolvido pela OMC. O acordo visa a padronização de boas práticas para desburocratização do comércio internacional, tais como a eliminação do papel nos controles administrativos e aduaneiros, bem como a otimização do tempo nos processos de exportação e importação.
  7. Financiamento e garantia às exportações: aumento de linhas de crédito com juros baixos para empresas exportadoras;
  8. Aperfeiçoamento de mecanismos e regimes tributários de apoio às exportações: reformas tributárias visando otimizar créditos e ressarcimento de impostos como PIS/COFINS e ampliar a redução da carga tributária para empresas exportadoras.