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Perspectivas dos profissionais nos negócios internacionais

Confira a coluna do sócio-diretor da UNQ, Renato Barata Gomes, no jornal A Tribuna, de Criciúma.

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Perspectivas dos profissionais nos negócios internacionais

A expansão da globalização possibilita às empresas oportunidades comerciais cada vez
mais diversificadas. Para que as empresas consigam maximizar os ganhos e minimizar os
riscos nos negócios internacionais, é preciso investir em pessoas capacitadas na gestão dos
processos de exportação e importação. Assim, é importante que os profissionais interessados em fazer parte deste contexto, entendam as exigências e necessidades deste mercado tão importante para o futuro do nosso país. Podemos dividir as competências dos profissionais de comércio internacional em três pilares principais:

  1. Conhecimento Técnico.

O conhecimento técnico é aquele proveniente da teoria absorvida na academia. Dentre oscursos universitários de maior sinergia com o comércio internacional, estão Administração, Relações Internacionais, Direito, Economia, Ciências Contábeis e Engenharia. Asáreas de conhecimentos mais comuns são Logística Internacional, Normas Aduaneiras, LegislaçãoInternacional, Gestão Tributária Internacional, Macroeconomia, Microeconomia, Câmbio, Finanças Internacionais, Marketing Internacional, etc. O conhecimento técnico é a base para uma boa capacitação profissional.

2. Conhecimento Tácito

Também conhecidos como “soft skills”, o conhecimento tácito é adquirido muitas vezes
fora da universidade, na vivência diária dos profissionais, ou através de ensinamentos em
outras instituições sociais fora do contexto acadêmico. A fluência no idioma, o conhecimento da cultura de outros países, aprimoramento nas habilidades de negociação, gestão do tempo, hábitos profissionais e estilos de vida em diferentes países, fazem parte da gama de conhecimentos tácitos e que podem exercer influência decisiva no sucesso dos negócios internacionais.

3. Vivência Internacional

Experiência no exterior e a vivência internacional, tornam-se ativos muito importantes
para o profissional que quer se destacar no mercado global. Pessoas com habilidade de
entender as diferentes percepções de negócios entre países, com habilidade de se comunicar com fluência em idiomas internacionais e com segurança para executar atividades laborais no exterior, fora de sua zona de conforto, acabam sendo altamente valorizadas no mercado de trabalho.

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Workshop promovido pela UNQ debate comércio exterior em SC

“Os empresários precisam se unir e juntos lutar por mais infraestrutura, investimentos e incentivo para desenvolverem-se no mercado internacional na essência e não apenas nas oportunidades”. A fala do diretor de economia e negócios do Porto de Imbituba, Marcelo Schlichting, foi um alerta aos mais de cem participantes do workshop “Negócios Internacionais como Solução da Crise”, realizado pela UNQ Import Export e Acic Criciúma. O evento promoveu um debate entre especialistas em comércio exterior de SC. Além de Schlichting, estavam presentes na mesa o secretário de estado Adjunto da Fazenda, Almir José Gorges, a representante da Portonave, Dayane Zaguini, o despachante aduaneiro, Rodrigo Ruckhaber, e os diretores da UNQ Import Export, Marcelo Raupp e Renato Barata Gomes.

O secretário Almir José Gorges ratificou o recado do diretor do porto de Imbituba e complementou: “Empresas de fora estão vindo para Santa Catarina para aproveitar os nossos benefícios e os empresários daqui muitas vezes nem tem conhecimento de tudo o que o estado pode oferecer no âmbito fiscal”. O tratamento tributário diferenciado para empresas que importam por SC é uma destas vantagens citadas por Gorges.

Buscar conhecimento

A falta de experiência e o receio das variações cambiais são motivos para muitos empresários não estarem inseridos nos negócios internacionais de forma constante. “A maioria busca o comércio exterior quando o dólar está favorável. Mas é preciso colocar a importação e a exportação como parte da cultura da empresa. Quando o mercado internacional está no planejamento estratégico a médio e longo prazo, a variação cambial não é impedimento para se ter bons resultados”, explica Dayane Zaguini.

Para Marcelo Raupp, a solução está na busca pelo conhecimento. “O momento do país não permite acomodação e, com a redução da demanda do mercado interno, as empresas precisam voltar seus olhos para as oportunidades que o mundo oferece. Para tanto é necessário informação e preparação para que os negócios estejam prontos para ingressar no mercado internacional”.

O debate marcou o início do Circuito UNQ de Capacitação em Negócios Internacionais que tem mais cinco cursos previstos até o final do ano:

  • 22/7 – Introdução a Importação e Exportação
  • 20/8 – Importação Estratégica para Resultados Contínuos
  • 23/9 – Exportação Estratégica
  • 22/10 – Inglês Básico para Negócios
  • 26/11 – Despacho Aduaneiro na Prática

 

Para informações e inscrições, acesse: www.acicri.com.br

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Governo deve estimular importações de grãos, afirma Ministro da Agricultura

Governo deve estimular importações de grãos, afirma Ministro da Agricultura

Além do feijão, com problemas na safra, milho pode ter taxa de importação reduzida

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Em audiência pública na Comissão de Agricultura (CRA), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, admitiu que pode rever as taxas de importação de milho, assim como ocorreu com o feijão. O intuito é amenizar os altos preços das commodities que subiram em virtude de problemas na safra.

Para Maggi, precisa-se definir um preço mínimo para a saca. “Estamos tomando duas atitudes. A primeira é provocando o governo a dar um preço mínimo maior. Nós defendemos preço mínimo de R$ 18,00 para a saca de milho. Do outro lado, você tem que mostrar ao produtor que se o milho subir muito de preço, nós vamos também, a exemplo do que fizemos agora com o feijão, liberar a importação. O que não podemos deixar é que o mercado fique especulativo e leve o milho a R$ 60,00, afirmou.

De acordo com especialistas em Comércio Exterior, a importação pode trazer benefícios ao consumidor. “A produção no Brasil é muito ampla. Mas o inverno rigoroso trouxe prejuízos aos cultivadores. A compra de commodities de outros países, a partir de incentivos do Governo Federal, pode ser positivo para a indústria e os consumidores”, esclarece Marcelo Raupp, diretor da UNQ Import Export.

Entretanto, ainda segundo Raupp, o agricultor brasileiro precisa de incentivos para reverter a situação. “O Governo Federal deve estimular também a produção interna. Apesar do inverno mais frio neste ano, o Brasil sempre foi referência na exportação de commodities. A importação serve para tentar equalizar os preços”, finaliza Raupp.