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Mito ou verdade: Produtos chineses são baratos porque tem qualidade inferior.

O Comércio Exterior é uma área ampla e com muitas particularidades que nem todo o profissional atuante neste segmento tem expertise para lidar. Por isso, muitos são os casos de insucesso contados sobre importação e exportações. Com o intuito de esclarecer as dúvidas mais comuns dos empresários e empreendedores, preparamos uma série especial: “Mitos e Verdades sobre Comércio Exterior”. Confira o segundo:

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MITO! 

Boa parte deste conceito de que a China vende apenas produtos baratos e de má qualidade vem da falta de informação. De fato, há cerca de 20 anos, o boom dos produtos chineses no mundo trouxe produtos realmente ruins para o mercado internacional. Mas a questão estava mais baseada na diferença de cultura, na falta de conhecimento e na pouca experiência dos chineses em negociar com compradores externos. Com o tempo, o país percebeu que necessitava se adequar: aprimorou as leis trabalhistas, modernizou fábricas, assinou acordos comerciais e aprendeu a atender o comércio mundial com produtos e serviço de qualidade.

Isso quer dizer que, hoje, 100% das mercadorias chinesas são de qualidade? Não. Assim como em qualquer outro lugar, a China oferece baixa e alta qualidade. E somente com uma pesquisa acertada e o auxílio de profissionais com experiência sua empresa pode encontrar o tão desejado produto perfeito: que seja bom, bonito e barato.

O comércio exterior brasileiro após o impeachment

Muitas das ações do governo interino que até o momento estavam à espera dos direcionamentos políticos do país, tornam-se objetivos concretos do governo Temer, após o impeachment da presidente Dilma. É um novo governo com promessas de novas realizações. Cabe a nós brasileiros monitorarmos se as promessas se transformam em ações e cobrarmos caso elas não ocorram.

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Fortalecimento de acordos bilaterais, regionais e multilaterais

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, tem como meta uma maior inserção do país em mercados internacionais, fortalecendo relações comerciais tanto com países ditos desenvolvidos, quanto com países emergentes. Por isso, o MDIC trabalha na conclusão de acordos nos planos bilateral, regional e multilateral fortalecendo o comércio de bens, maior intercâmbio de serviços e padronização de procedimentos técnicos e administrativos.

Priorização no desenvolvimento com alguns países e blocos

Alguns dos países e blocos prioritários para o atual governo são Estados Unidos, México, Chile, Peru, Colômbia e a União Europeia.

Primeiros posicionamentos do Itamaraty após o impeachment

No ministério das Relações Exteriores, as primeiras declarações oficiais do ministro José Serra, foram lamentando as manifestações de incompreensão dos Governos da Bolívia, do Equador, da Venezuela e de Cuba sobre a conclusão do processo de impedimento da ex-Presidente da República. Podemos assumir que estes países dificilmente estejam na lista de prioridades do governo Temer.

Aceleração do Programa Portal Único de Comércio Exterior

O Programa Portal Único de Comércio Exterior é uma iniciativa para a otimização dos processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro. O programa baseia-se em três pilares:

 

Integração: visa integrar 22 órgãos de governo com os intervenientes privados do comércio exterior tais como importadores, exportadores, despachantes aduaneiros, transportadores, etc.

Redesenho dos Processos: objetiva otimizar os processos de comércio exterior com a participação de todos os stakeholders do setor.

Tecnologia da Informação: informatizar os processos reformulados visando reduzir tempos de processamento, desburocratizar e reduzir a necessidade de papel nos processos de comércio exterior brasileiro.

Redução dos prazos médios de exportação e importaçãoCom a conclusão do Portal, prevista para 2017, a expectativa é reduzir em 40% os prazos médios de exportação (13 para 8 dias) e importação (17 para 10 dias).

Ganhando dinheiro com as novidades do mundo

*Coluna publicada no Jornal A Tribuna, Criciúma, 31/08/2016.

Esta é uma questão constante na vida daquelas pessoas com a veia empreendedora. Afinal, quem não busca uma ideia inovadora para investir seu dinheiro e ter um retorno satisfatório em pouco tempo? Logicamente, a ideia nunca virá com a certeza, já que a velocidade das mudanças do mundo moderno aflige qualquer candidato ao sucesso empresarial. Há, no entanto, oportunidades que surgem da necessidade humana, como já dizia Maslow na sua teoria de Hierarquia das Necessidades, e que podem ser levadas em consideração no momento de implantar o negócio. A visão das oportunidades e da possiblidade de sucesso da ideia pode ser mensurada a partir do grau de obrigatoriedade de consumo futuro. Ou seja, se a ideia oferecer um produto/serviço que as pessoas precisam consumir, naturalmente a possibilidade do êxito é muito maior.

A Busca de Sustentabilidade

Há muito tempo, tem se discutido o uso dos recursos naturais de modo a não comprometer as gerações futuras. Existe hoje uma preocupação crescente sobre a necessidade de buscar ideias que transformem e façam os recursos se renovarem. O primeiro passo é a conscientização a respeito. O segundo, disponibilizar ferramentas para colocar esta nova consciência em prática. Ou seja, este é um tema que pode ser bastante explorado para as pessoas com ideias latentes, já que tem se transformado em necessidade básica de subsistência.

O que ainda não chegou no Brasil

Em minha última ida à China, passei por uma imersão de tecnologia sustentável. Por já contarem com a experiência empírica no próprio país e sabendo das necessidades e exigências globais, muitas empresas apresentaram diversas opções de energia, principalmente solar, para os mais diferentes fins possíveis na feira de Cantão. Certamente, o uso das energias renováveis no dia a dia do brasileiro, seja no âmbito fabril ou domiciliar, irá acontecer em um futuro mais breve do que se imagina.

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Premiação estimula ideias de energia limpa

Com o objetivo de estimular este desenvolvimento eficiente e sustentável, a EDP Open Innovation irá premiar com 50 mil euros as principais ideias que envolvam produção eólica, produção solar, armazenamento de energia, entre outras. Além desta, outras iniciativas no mundo têm surgido para estimular a conscientização e o desenvolvimento de ferramentas neste sentido, mostrando que é uma necessidade básica sendo criada com oportunidades de negócios intrínsecas.

Resultados de uma Oportunidade bem Aproveitada

A receita do sucesso empresarial não está escrita. Certamente é a mistura de uma boa ideia com grande dose de empreendedorismo e salpicadas de muitas outras características. No Brasil, ainda é preciso criatividade em excesso e alguma pitada de sorte. No entanto, é importante olhar o mundo dos negócios com perspicácia e antecipar as necessidades dos potenciais consumidores globais e regionais. O gosto do sucesso será ainda melhor se, além de gerar uma boa rentabilidade, oferecer soluções para as pessoas de hoje e das próximas gerações.

A preparação do Brasil para receber os estrangeiros

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Na última semana precisei fazer uma viagem de negócios a João Pessoa, Paraíba. Durante as escalas da viagem, deparei-me com a movimentação de pessoas que se deslocavam para os jogos olímpicos. Naturalmente, fiquei mais atento, tentando analisar como empresas brasileiras buscaram se preparar para recepcionar os turistas brasileiros e estrangeiros. Não quero entrar no mérito, se sou ou não favorável aos jogos olímpicos no Brasil, mas no que presenciei em termos de melhorias em infraestrutura e serviços durante esta viagem.

Pilotos e comissários de bordo melhoraram seu inglês

Ao fazer 3 escalas para chegar a João Pessoa e 2 escalas no retorno, percebi que todas as comunicações durante os voos eram traduzidas em 3 idiomas – português, inglês e espanhol. O que era nítido, no entanto, é que tanto as falas dos pilotos quanto a dos comissários, não eram com base em textos decorados, como muitas vezes presenciei em viagens anteriores. Percebi que a tripulação realmente estava preocupada em falar de forma clara e correta os textos nos idiomas estrangeiros, o que mostra pelo menos, um comprometimento das companhias aéreas em receber bem os turistas.

Melhorias de infraestrutura nos aeroportos

Em termos de infraestrutura, muito se fala que os investimentos não foram feitos e que nossos aeroportos continuam sucateados. Não foi o que presenciei na ida, tanto em Congonhas como no aeroporto de Brasília, e na volta, em Guarulhos e Porto Alegre. Brasília, principalmente, é um aeroporto moderno, confortável, limpo, com ótimo sistema de telões com informações de voo e um sistema de áudio de ótima qualidade. Não perde para aeroportos em muitos países desenvolvidos. Outro aspecto que me impactou positivamente foi a qualidade e velocidade de internet gratuita em todos aeroportos.

O brasileiro é o maior ativo do Brasil

Sem dúvida alguma, o aspecto mais interessante que presenciei durante a viagem foi que, apesar de muitos brasileiros não falarem inglês, muitas de nossas limitações são supridas pela boa vontade, amabilidade e prontidão de ajudar que nós brasileiros temos. Estava comendo uma pizza no aeroporto de Brasília e vi uma família de ingleses, marido, esposa e dois filhos. Eles estavam tendo dificuldade em pedir uma pizza, coca-cola e cerveja no guichê de um restaurante. A atendente, apesar de não falar inglês, muito atenciosa e através de mímicas, tentava ajudar. Logo em seguida, duas pessoas, percebendo a dificuldade, rapidamente se prontificaram a fazer o papel de interprete ajudando o inglês a fazer o pedido. Foi nítida a sua surpresa positiva ao ser ajudado de forma espontânea pelos brasileiros.

O maior legado olímpico do Brasil para o mundo

A maior conclusão que obtive nesta viagem, no que diz respeito ao tão falado legado olímpico do Brasil para o mundo, é que apesar de todas as dificuldades, temos em nosso DNA um carisma e um senso de ajuda ao próximo que poucos países têm. Talvez, esteja aí a grande fonte de mudança em nosso país, se buscarmos este espírito de ajuda e união, não somente nas olimpíadas, mas sim para cobrarmos mudanças em nosso país, para trabalharmos nas melhorias que tanto nos queixamos, para pensarmos mais no coletivo no dia a dia e não só nos grandes eventos.