Blog da UNQ

Retrospectiva 2016 no cenário internacional brasileiro

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A coluna de hoje traz alguns dos fatos marcantes que impactaram as relações internacionais do Brasil.

Oscilação cambial impactou diretamente as estratégias de comércio internacional

A instabilidade política, representada principalmente pelos resultados da operação lava jato, do impeachment da ex-presidente Dilma e da conturbada transição de governo para o presidente Temer influenciaram a variação cambial de importantes moedas, como o dólar e o euro, que chegaram a oscilar 25%, impactando as importações e exportações brasileiras.

Exportação voltou a fazer parte do planejamento estratégico das empresas

A depreciação do real frente ao dólar americano trouxe a exportação novamente para dentro do planejamento estratégico das empresas, principalmente as pequenas e médias, que passaram a considerar a exportação como uma oportunidade para superar a crise econômica instalada no Brasil.

Governo lançou programa de desburocratização do comércio exterior

Apesar do câmbio favorável para a exportação, muitas empresas reclamam de burocracia excessiva, de falta de infraestrutura portuária e de transporte e de leis muito complexas. Atendendo às reclamações de empresários, o governo anunciou o Plano Nacional de Exportação e o Portal Único do Comércio Exterior, visando dar maior suporte à promoção comercial, reduzir a burocracia, aumentar o crédito, maior incentivo tributário e maior integração entre empresas e órgãos anuentes, reduzindo o tempo de liberação de produtos na exportação e na importação.

Brexit atrapalha fortalecimento de acordos Brasil e União Europeia

A saída do Reino Unido da União Europeia ocorreu bem no momento em que o Brasil anunciava a intenção de fortalecer acordos bilaterais e multilaterais com países membros da União Europeia. Este fato atrapalhou o andamento das negociações.

Vitória de Donald Trump gera dúvidas sobre acordos entre Brasil e EUA

O fortalecimento comercial com os Estados Unidos era outra prioridade do atual governo federal brasileiro. A vitória de Donald Trump e algumas de suas propostas de campanha levantaram alertas sobre a sequência das negociações destes acordos.

Brasil, pátria educadora

No âmbito da educação internacional, em 2016, o governo federal cancelou o projeto Ciências Sem Fronteiras, um programa de bolsas de capacitação no exterior para estudantes Brasileiros, um projeto muito enriquecedor para a troca de conhecimento internacional.

Morte de Fidel abre brecha para reformulação político-econômico em Cuba

Fidel Castro é visto como herói para muitos e como um cruel ditador para outros tantos. Sem dúvida foi um líder político marcante e polêmico. Sua morte enfraquece a esquerda latino-americana e abre uma brecha para uma nova discussão sobre o sistema político-econômico em Cuba, e sua relação comercial com o resto do mundo.

Para saber mais sobre o mundo dos negócios, entre em contato com a UNQ Import Export.

Texto originalmente publicado no jornal A Tribuna, de 28/12/2016.

Vale a pena importar revestimento da China – Papel de Parede

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Na outra semana, começamos a tratar da possibilidade de importar revestimentos da China. Vimos que as empresas tiveram que se adequar sobre a realidade do porcelanato Chinês e o próprio Governo Brasileiro buscou alternativas para salvaguardar o mercado, que seguia por um caminho guiado sem profissionalismo. Hoje, este mercado volta a ser administrado por empresas com capacitação e permite o bom uso do produto importado, mantendo preços competitivos para o consumidor final e opções com mais qualidade na ponta também. Além do porcelanato, no entanto, existem possibilidades para os mais variados gostos no que tange a revestimento. A abordagem hoje é sobre papel de parede. Afinal, vale a pena importar?

O Papel de Parede

A história do papel de parede começou há muito tempo, com indícios do uso do mesmo na China nos anos 200 antes de Cristo. Era produzido do arroz e totalmente branco, criado para sanar as necessidades básicas do revestimento. Alguns anos depois, para atender as vaidades dos altos graus hierárquicos, buscou-se cores através de pintura artesã em pergaminhos vegetais. Apenas a partir do século XVI é que a Europa começou a ter contato com os papéis de parede chineses, adequando ao uso decorativo da arquitetura contemporânea. Hoje, é usado para criar ambientes, mudar suas características e atender as diferentes necessidades e perfis do mundo moderno. Pela própria história de desenvolvimento, a China se especializou no produto e atende a todas essas variantes com design moderno, tecnologia pioneira e preços atrativos.

A Importação da China

Não há como negar a capacidade da China na produção em escala e custos menores. O que tem se visto de diferencial nos últimos tempos, no entanto, é a capacidade de desenvolvimento de novos produtos. Por este motivo, e pela expertise desenvolvida ao longo da história, os papéis de parede disponíveis no mercado são basicamente provenientes da China, mesmo que muitas vezes comprados no Paraguai. No Brasil, há apenas uma empresa produtora de papel de parede que tem se adequado conforme as realidades desenvolvidas no país asiático.

É preciso importar grande quantidade?

Esta é uma questão comum no mercado e a resposta é simples: não é preciso grande quantidade para viabilizar uma importação. É preciso apenas importar uma quantidade suficiente para tornar os custos logísticos viáveis. Essa análise e orientação pode ser feita por uma empresa especializada no assunto como a UNQ. A importação de papel de parede tem, no entanto, a particularidade da grande diversidade disponível e da sazonalidade, afinal é preciso estar atento às tendências. É importante entender o que comprar e começar com menor variedade para não correr o risco de ficar sem estoque para algum design em específico e não poder atender ao mercado, prejudicando a continuidade do negócio.

Resultados de uma oportunidade bem aproveitada

Como temos falado aqui constantemente, o risco da compra existe em todo lugar, seja ela feita no Brasil ou fora. Para aproveitar os resultados de uma oportunidade, tão importante quanto a compra em si, é o planejamento e o desenvolvimento do produto de qualidade, do fornecedor de confiança e da relação do negócio. Ter uma empresa parceira que faça este trabalhar poderá propiciar os ganhos de uma importação direta e certamente dará mais tranquilidade para guiar o foco na venda dos produtos comprados.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Para saber como importar revestimentos e outros produtos, entre em contato com a UNQ Import Export.

Texto originalmente publicado no jornal A Tribuna, de 22/12/2016, Criciúma-SC.

 

Brasil ainda tem muito potencial de otimização em suas exportações

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Segundo o Banco Mundial, em 2014, as exportações brasileiras de bens e serviços representavam apenas 12% do PIB, ao passo que a média mundial, considerando tanto países desenvolvidos como países emergentes, é de 30%. Este é um dado alarmante e mostra como o Brasil ainda precisa melhorar muito no que tange ao suporte aos seus exportadores.

Pesquisa revela desafios à competitividade das exportações brasileiras

No início de 2016, respondi um questionário de uma pesquisa intitulada “Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras”, realizado pela Confederação Nacional da Indústria em parceria com a FGV. O estudo buscava entender a visão de empresas brasileiras com relação aos entraves encontrados por elas em suas exportações. A maioria das empresas entrevistadas foram de pequeno e médio portes, que possuem a exportação como atividade frequente, e exportam há mais de 5 anos. No final de setembro recebi o relatório desta pesquisa e compartilho aqui 3 desafios importantes enfrentados pelos exportadores brasileiros. 

3 desafios importantes enfrentados pelos exportadores brasileiros          

1 – Custo Brasil:

Com relação ao Custo Brasil, os principais obstáculos enfrentados são:

  • Altos custos de transporte e portuários;
  • Falta de competitividade devido aos altos tributos;
  • Instabilidade cambial que gera insegurança aos empresários;
  • Altas taxas de juros sobre financiamentos às exportações.

2 – Excesso de burocracia

Os principais entraves da alta burocracia brasileira são:

  • Leis conflituosas, complexas com alteração frequente;
  • Excesso de complexidade dos documentos de exportação;
  • Demora para liberar os processos de exportação;
  • Greves de profissionais envolvidos nas atividades de exportação;
  • Falta padronização entre os órgãos fiscalizadores;

3 – Dificuldade de implementar ações comerciais no exterior

Exportadores enfrentam os seguintes desafios nas estratégias comercias:

  • A falta de apoio do governo nas ações de promoção internacional;
  • Dificuldade na prospecção de mercados potenciais;
  • Marketing pouco efetivo no mercado-alvo.

3 ações de melhoria podem ser tomadas para otimizar as exportações no Brasil

Precisamos da tão falada reforma tributária para desonerar o custo de produção dos fabricantes brasileiros. Precisamos da digitalização e integração de processos, com menos papel e burocracia operacional. Finalmente, precisamos de uma maior aproximação dos fabricantes com empresas especializadas em comércio exterior, com o intuito de tornar as estratégias internacionais mais eficazes.

Para saber como exportar, entre em contato com os especialistas da UNQ Import Export.

Texto originalmente publicado no jornal A Tribuna, de 14/12/16.

Vale a pena importar revestimento da China – Porcelanato

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No mesmo momento que vivemos a busca pela redução de custos, haja vista o cenário econômico, encontramos também um mercado à procura do diferenciado, ansioso por arquitetura moderna e disposto a investir para ter modelos exclusivos. Estes dois opostos, o do custo baixo e o do diferenciado, certamente podem ser trabalhados na China no que diz respeito a diversos tipos de revestimentos. Por isso, esta abordagem especial sobre o tema dividido em partes, começando hoje pelo xodó da região, o Porcelanato.

A Importação de Porcelanato

Visto como um produto de alto valor agregado desde que surgiu na Itália, o Porcelanato teve o seu paradigma quebrado com a produção de grandes formatos em escala na China nos anos 2000. Esta possibilidade de receber um produto diferenciado com menor valor abriu diversas portas no mercado e mudanças começaram a acontecer. No Brasil, as indústrias tiveram que se adequar, já que não podiam competir em custo com esta nova realidade. Abriram a linha produtiva para produtos com características distintas e especiais e, algumas delas, viram a importação como forma de manter o mix de oferta o mais completo possível. Por outro lado, a popularização do produto atingiu um patamar tão intenso que foi preciso criar algumas barreiras aos aventureiros, que começaram a utilizar a oportunidade de forma negativa. Dois exemplos caracterizam bastante a situação. O primeiro deles foi encontrar em Goiânia um caminhão à beira da rodovia vendendo porcelanato como se fosse melancia. O outro foi saber que o dentista de um alto executivo da indústria cerâmica importou diretamente o produto para o seu novo consultório e pediu a ajuda deste para vender o que havia sobrado. A partir disso, e de outros casos piores na perda da qualidade e problemas com o produto, que foram criadas algumas situações para evitar essa ‘prostituição’ do mercado.

As Barreiras Encontradas

Há alguns anos, com o objetivo de salvaguardar a indústria, não pelo baixo custo em si, mas pelo mau uso das possibilidades pelos aventureiros, o Governo Brasileiro implantou o chamado antidumping, uma sobretaxa na importação do porcelanato chinês. A decisão não impediu que as importações continuassem, embora o custo e a burocracia tenham aumentado, mas limitou as ações daqueles que não fazem este papel com profissionalismo. Com isso, o mercado voltou a ter mais parcimônia e possibilitou o trabalho das oportunidades sem o ônus generalizado.

As Soluções e Possibilidades

Com as barreiras criadas, o mercado voltou a trabalhar de forma inteligente e algumas soluções especializadas surgiram. Além da China, buscou-se outras fontes de porcelanatos de grandes formatos com o desenvolvimento de parceiros na Índia e no Vietnã, evitando a sobretaxa da importação. Além disso, porcelanatos esmaltados, os quais não são alvo da ação antidumping, também foram opções trabalhadas na China, embora o país não tenha conseguido ainda se especializar no assunto. Este caminho deu espaço para empresas com capacitação buscarem a melhor solução para manter a viabilidade do negócio, oportunizando as vantagens competitivas provenientes da importação.

Resultados de uma oportunidade bem aproveitada

Indubitavelmente, os benefícios de importar porcelanato são intensos. As possibilidades de produtos são maiores e os valores mais competitivos, o que promove a melhor condição de compra do consumidor final. Essa característica, acima de tudo, permite que as empresas possam trabalhar produtos de baixo custo e também de alto valor agregado. Para isso, claro, precisa de uma empresa que entenda as particularidades e possa dar o resultado esperado, como a UNQ faz. Assim, a empresa estará preparada para atender diferentes tipos de público, os quais, independentemente se procuram custo ou diferenciação, estão cada vez mais exigentes. Na condição de gerenciar isso bem é onde estão os resultados.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Saiba mais sobre o assunto entrando em contato com a UNQ Import Export.

Texto originalmente publicado no Jornal A Tribuna, Criciúma, 07/12/2016.

3 motivos para começar a importar

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É fato que hoje a concorrência não é mais regionalizada, simplesmente. Pela crescente capacidade tecnológica e a facilitação na comunicação, as possibilidades de negócios são inúmeras e as empresas têm acesso a quase todo mundo naturalmente. Os produtos internacionais chegam ao Brasil com mais facilidade e os consumidores têm muito mais opções de escolhas na hora da compra. Por isso, é preciso encontrar caminhos para convencer que a melhor alternativa é a sua, transformando as ameaças de um mundo globalizado em oportunidades regionais. Para entender um pouco mais das vantagens, destaco abaixo três principais motivos.

  • Redução de Custos

Abrindo oportunidades para compras internacionais, a empresa multiplica a sua possibilidade de suprimento e o parâmetro é mais completo na hora da decisão. Em alguns casos, a importação direta possibilita uma redução maior de 50% se comparada com a compra nacional. Isso mesmo! O custo de toda a importação, incluindo o produto, frete internacional, impostos e todas as taxas envolvidas, pode gerar uma economia muito importante em um momento econômico onde as vantagens competitivas estão nos detalhes. Não é raro ver empresas economizando R$200mil por mês por estarem à frente neste processo de compras. E mesmo que o ganho seja menor, as vantagens conseguidas em escala certamente farão uma grande diferença na concorrência acirrada. Com custo mais baixo, é possível promover melhores preços, ganhando no giro do produto, ou aumentar a margem na venda, mantendo os preços.

  • Produtos Diferenciados

Sabemos que alguns países são marcados por terem bastante afinidade com certos tipos de mercados. São especialistas em moda, tecnologia, produtos alimentícios, etc e acabam sendo referências no desenvolvimento de produtos dentro do nicho. A aproximação com empresas destes países que criam as tendências nas suas áreas é muito importante para apresentar produtos diferenciados e com antecedência no mercado. Complementar o portfólio com um mix de produtos novos pode ser o diferencial na opção do cliente. Além disso, produtos inovadores nem sempre são mais caros. Há exemplos frequentes de empresas que encontraram produtos diferenciados lá fora com valores compatíveis com o mercado.

  • Informações Atualizadas e Antecipadas

Em mundo assim globalizado, as informações são a base para as melhores decisões. Quanto mais pudermos entender as dinâmicas das compras internacionais, mais preparados estaremos para tomar decisão em um mercado tão volátil. O contato com o mundo de onde se importa permite receber as informações com antecedência. Seja nas tendências, tecnologia, economia, logística e afins, todas as informações darão subsídio para um caminho com menos riscos.

Resultados de uma oportunidade bem aproveitada

As características do mercado atual, com uma velocidade de mudança muito intensa e uma concorrência cada vez mais global e acirrada, demandam um perfil empresarial com a mesma dinâmica. Buscar vantagens competitivas nos detalhes, permitindo que as oportunidades de compra global façam parte do dia a dia da empresa, é pré-requisito para um caminho bem-sucedido. Afinal, o dinheiro se ganha na compra bem-feita.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Coluna originalmente publicada no Jornal A Tribuna, Criciúma, 22/11/2016.