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AUTO-EXPATRIAÇÃO NO BRASIL: O CRESCENTE FENÔMENO DA FUGA DE CÉREBROS

monique raupp empreendedorismo negócios internacionais unq trading criciuma import export auto expatriação artigo comex blog comércio exteriorExistem poucos brasileiros que não conhecem ou ouviram falar de ao menos uma pessoa que tenha deixado este país em busca de melhores oportunidades empregatícias, qualidade de vida, etc. De fato, este é um fenômeno que há décadas faz parte da realidade brasileira, motivado por inúmeros fatores como instabilidade política e econômica, falta de oportunidades, infelicidade ou até mesmo a busca por algo novo/diferente. No entanto, quando comparando distintos momentos da história não apenas brasileira, mas internacional, pode-se observar uma considerável diferença no perfil das pessoas que deixam seus países de origem para trás.

London calling!

Há 20, 30 anos a maior parte destas pessoas geralmente possuíam uma baixa qualificação profissional, direcionando suas oportunidades a empregos no exterior que exigiam pouco ou não exigiam uma formação especializada. Estas pessoas, segundo Araújo et al. (2012), são chamadas de imigrantes. Entre os principais países de destino deste grupo encontravam-se a Inglaterra e os Estados Unidos, países que devido a drásticas mudanças políticas no passado recente e dias atuais (BREXIT, governo Trump,), apontam uma grande “nuvem negra” perante esta situação. Atualmente, entretanto, pode-se observar o crescimento de um outro perfil de pessoas que decidem deixar o seu país: os auto-expatriados. Continue lendo

ENTREVISTA: A VISÃO DA CHINA SOBRE OS NEGÓCIOS COM O BRASIL

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Wang Xuguang, executivo chinês que faz negócios com o Brasil.

Por: Renan Medeiros

Sediada na cidade de Zhengzhou, a empresa onde trabalha Wang Xuguang é uma companhia estatal gerida diretamente pelo governo chinês, criada há 36 anos. Desde o início, é a maior exportadora de abrasivos e derivados do país asiático e, atualmente, uma das 500 empresas com maior faturamento no mundo.

Wang é gerente de engenharia de uma subsidiária da estatal, voltada à produção para o mercado externo e atua diretamente no comércio com parceiros no Brasil. Dessa experiência, passou a conhecer profundamente as nuances que envolvem a relação entre os dois países.

OMDN: Quais são as maiores diferenças entre os dois países?

WX: Como herança da cultura europeia, o Brasil é fortemente influenciado por conceitos como utopia e idealismo e a transformação da realidade é uma grande preocupação. A cultura oriental, principalmente a chinesa, é mais pragmática e aceita a realidade como ela é. Continue lendo

Substituição Tributária na Importação por Conta e Ordem e Benefício 113

Entenda o pagamento de ICMS na aquisição por importação e o Benefício 113

Como se pagar uma das mais pesadas cargas tributárias do mundo já não fosse difícil, muitas indústrias ainda precisam antecipar ao Governo o recolhimento de um imposto que, normalmente, só deveria ser recolhido na venda ao consumidor final. É a substituição tributária (ST) do ICMS, tema que sempre foi polêmico.

Isso porque, além de antecipar a cobrança, o Governo define uma margem de lucro que a empresa teria com a venda, sendo que nem sempre esta consegue repassar integralmente. Com isso, paga-se um valor ainda mais alto de ICMS, além de prejudicar o fluxo de caixa da empresa. De acordo com o contador Jean Netto, essa “operação” do Governo está autorizada pela própria Constituição Federal. “A lei pode eleger uma terceira pessoa para cumprir a obrigação tributária, em lugar do contribuinte natural”, explica o especialista.

Por outro lado, os estados podem oferecer Tratamentos Tributários Diferenciados (TTD), para amenizar os problemas em casos especiais. Em Santa Catarina, um dos benefícios concedidos é o TTD 113.

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Para uma importação por conta e ordem, a ST pode dificultar a transferência entre trading e a adquirente, no caso de o produto em questão ter a incidência do tributo. Isso porque o Governo cobra, já nessa etapa, todo o ICMS que seria cobrado ao longo da cadeia entre a importadora e o consumidor final. “O regime atinge qualquer contribuinte do ICMS, ou seja, pessoa física ou jurídica que realiza, com habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial, operações de circulação de mercadoria, ainda que as operações se iniciem no exterior”, ressalta Netto.

Um importador de pneus de moto, por exemplo, pode estar sujeito à incidência de ICMS ST na importação por conta e ordem quando esses forem direcionados à revenda. Para uma importação de R$ 200 mil, o ICMS ST a ser pago seria de aproximadamente R$ 35 mil na entrada, já que a margem de valor agregado definida pelo governo é de 60%. “Para evitar uma descapitalização maior, o empresário pode solicitar o Benefício 113 que, na prática, altera a responsabilidade do substituto tributário, não tendo o desembolso de ICMS ST na entrada da mercadoria”, explica Netto. “Quando a empresa solicita o Benefício 113, a responsabilidade de pagar na entrada é transferida para a venda do produto, já que o governo passa a entender que a transferência na importação por conta e ordem não caracteriza de fato uma venda de mercadoria”, conclui.

Oportunidades de negócios entre Brasil e Canadá

Por: Renato Barata Gomes, sócio-diretor da UNQ Import Export – renato.barata@gmail.com

 O Mercosul e o Canadá buscam constantemente formas de aproximação comercial e diplomática. Em abril, representantes de ambas as partes estiveram reunidos na Argentina com o objetivo de compartilhar conhecimento sobre tarifas, serviços, barreiras atuais ao comércio, investimentos, normas trabalhistas e ambientais. A intenção é intensificar estudos para a elaboração de um possível acordo de livre-comércio entre o Mercosul e o Canadá. A coluna de hoje traz benefícios ao Brasil como consequência destas iniciativas de aproximação:

negócios parceria brasil canadá trading comex comércio exterior internacional unq Desoneração de impostos pode auxiliar no desenvolvimento do Brasil: Em um momento econômico de crise, onde o Brasil ainda precisa investir muito em projetos de infraestrutura, o país depende da importação de produtos internacionais, que muitas vezes não são produzidos na indústria nacional. A burocracia e a alta carga de impostos na importação destes insumos acabam onerando as obras de infraestrutura no Brasil. A desoneração de impostos em um acordo multilateral permitiria que empresas de engenharia canadenses pudessem exportar produtos e serviços com menor custo ao importador brasileiro, assim como empresas brasileiras tornar-se-iam mais competitivas ao exportar seus produtos ao Canadá.

Intercâmbio comercial e de investimentos em inovação: o Canadá tem investido fortemente em inovação. A província de Ontario, responsável por 37% do PIB canadense, já conta com mais de 430 mil profissionais atuando diretamente na promoção da inovação. Em março, o governo, em conjunto com mais de 30 empresas de diversos setores investiram US$ 130 milhões na fundação do Vector Institute. Esta organização tem como um dos focos principais, o investimento em tecnologias de Inteligência Artificial. Dentre as oportunidades para os brasileiros, destacam-se possibilidades de investimentos e de exportação para startups brasileiras nas áreas de software e tecnologias relacionadas à indústria 4.0.

Inovação, empreendedorismo e educação: o advogado Paulo Salvador, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, tem como objetivo em sua gestão, estimular ações de empreendedorismo, educação, tecnologia e inovação (focando especialmente em startups) que permitam a ampliação de negócios entre os dois países.

Rede de comissários de comércio do Canadá auxiliam empresas brasileiras: o Canadá possui escritórios de suporte comercial em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife tendo como objetivo dar suporte a empresas brasileiras que querem importar produtos canadenses ou exportar produtos brasileiros ao país.

Facilitação do turismo e negócios através da autorização eletrônica de viagem (eTA): o eTA é uma forma de desburocratizar as viagens de negócios e de turismo ao Canadá. O processo de solicitação é simples e de menor custo que o visto convencional. Em alguns casos, o eTA elimina a necessidade de visto ao país. As condições para elegibilidade à eTA é ter um visto canadense emitido nos últimos dez anos ou possuir visto de não imigrante válido para os Estados Unidos, permanência no Canadá por curtos períodos (máximo 6 meses em cada viagem) e entrada exclusiva por via aérea.

Cinco dicas para o sucesso de uma empresa

Por: Renato Barata Gomes, diretor da UNQ Import Export – renato.barata@unq.com.br 

Muitos dizem que é preciso ter coragem ao abrir um negócio no Brasil, devido às incertezas econômicas, políticas e às altas cargas tributárias. A coluna de hoje traz cinco dicas com o intuito de guiar quem busca o sucesso no seu negócio:

Dê atenção ao seu cliente: quanto mais próximas as empresas estiverem de seus clientes, mais elas entenderão sobre as suas necessidades e anseios. Assim, poderão otimizar seus produtos ou serviços de acordo com os requerimentos exigidos pelos clientes, aumentando a fidelização dos mesmos e dificultando a entrada dos concorrentes.

Conheça bem os concorrentes: muitas pessoas, ao abrirem seus negócios, alegam não se importarem com os concorrentes, pois a empresa que tem um bom produto não precisa saber o que seu competidor está fazendo. Ao contrário, ao monitorar os concorrentes, o empresário pode identificar os pontos fortes e os pontos fracos de seu negócio e entender em quais aspectos seus produtos e serviços podem ser melhorados.

Não misture as finanças pessoais com as finanças da empresa: este é um erro bastante comum principalmente nas pequenas empresas. Muitos empresários acabam usando o dinheiro da empresa para o pagamento de contas pessoais e de familiares. Apesar da praticidade, o grande problema é que, ao misturar as finanças, o empresário perde o controle financeiro tanto pessoal, quanto de sua empresa. Uma empresa sem controle financeiro tem grandes chance de insucesso.

Crie um bom ambiente interno para seus colaboradores: ter uma equipe unida, motivada e com valores internos alinhados é um dos grandes segredos para o sucesso de uma empresa. Um bom ambiente de trabalho proporciona o crescimento de todos os profissionais da equipe, facilita a padronização de processos e passa a credibilidade aos clientes e fornecedores de que, problemas diários dentro da empresa serão solucionados por todos através de critérios e metodologias uniformes.

Monitore os resultados da sua empresa: o monitoramento de resultados não diz respeito somente ao controle financeiro da empresa. Este, por razões óbvias, é fundamental para o sucesso da empresa, mas o monitoramento de resultados vai além dos aspectos financeiros. É muito importante que os empresários criem ferramentas de controle nos mais variados aspectos organizacionais, dentre eles: controle de processos internos, avaliação de performance dos colaboradores, processos de monitoramento de fornecedores, gestão de objetivos comerciais, controle de estoque, etc.

O desenvolvimento de parcerias pode auxiliar as pequenas empresas

Uma forma que pequenas empresas utilizam para crescer de forma enxuta é a terceirização de processos. Através do desenvolvimento de parcerias estratégicas, o empresário adquiri conhecimento especializado sem a necessidade de criar uma estrutura interna muito grande. A contratação de consultorias e assessorias especializadas em gestão podem ser uma ótima opção para as empresas que buscam desenvolver processos internos de controle.

Texto publicado no jornal A Tribuna, Criciúma, 30/05/2017.