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Entendendo os negócios em Dubai

Nada melhor do que falar sobre o mundo dos negócios estando inserido na cultura internacional. E este post vem direto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

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Há poucas décadas, Dubai era um povoado pesqueiro (acima foto de 1930 tirada no Museu em Dubai), mas com o aprimoramento do turismo, comércio e serviços profissionais se transformou em um centro global de transporte e, em 2014, Dubai foi a quinta cidade do mundo com maior crescimento econômico.

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As importações e exportações dos Emirados Árabes são bem características. Em torno de 70% das suas exportações são combustíveis, haja vista a abundância de petróleo na região. Já as importações se baseiam em ouro e joias com 40%, já que há uma riqueza muito concentrada nos Sheikhs que são grandes apreciadores e consumidores, e 30% de máquinas mecânicas e elétricas, já que o país não domina a tecnologia. Além disso, são grandes compradores de produtos de subsistência por não serem produtores. Esse maior relacionamento, tanto de compra como de venda acontece principalmente com os países vizinhos como Japão, Índia e China.

Motivada também pela queda do preço do barril do petróleo, sua balança comercial é negativa, já que as importações superam as exportações. Seu PIB acaba sendo complementado pela capacidade de serviços que possui sobre os quais falamos anteriormente. As oportunidades de negócios com o Brasil são um pouco limitas devido a alguns aspectos. Mas, sobre isso, falaremos mais pra frente.

Por hoje era isso. Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

A Variação Cambial no Mundo e os Riscos Inerentes

Ontem, durante o dia, o dólar chegou a cair aos R$3,08, motivando algumas expectativas positivas no mercado, mas sem fugir da normalidade da última semana encerrou o dia próximo aos R$3,13, um aumento mais discreto do que os percebidos nos dias anteriores.

Além do real, muitas moedas têm sofrido desvalorizações importantes também. Ontem, por exemplo, o banco central mexicano teve que intervir, disponibilizando dólar no mercado para manter o valor do peso, sua moeda corrente. E deve continuar intervindo sempre que a desvalorização passar de 1,5% se comparado com o fechamento do dia anterior. O Iene japonês também sofreu a maior desvalorização dos últimos sete anos, estratégia de uma política monetária arrojada.

Em alguns casos, é uma desvalorização proposital do governo local, que busca aumentar as exportações com o ajuste da sua balança comercial. Em outros casos, é uma desvalorização descontrolada que leva a ações para adequar a realidade. Ou seja, nesse caso, não são as ações que geram o aumento do dólar. É o aumento do dólar que acaba gerando as ações governamentais.

É fato que a moeda americana tem passado por uma valorização importante, com reflexos da recuperação de sua economia, e isso afeta todas as nações. A Globalização leva a isso. A diferença dos mercados está baseada na sustentabilidade de cada país e na capacidade de gerenciar as suas ações e controlar a sua economia.

Por isso, é fundamental conhecer bem a realidade do país com o qual se pretende fazer negócios, entendendo os riscos e dirimindo-os para obter sucesso na empreitada.

Por hoje era isso. Na Zdrowie.

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

O que é a crise de demanda e o que fazer para enfrentá-la?

Nos últimos meses, temos sentido bastante o problema de demanda que sofre o país. Este problema de demanda nada mais é do que a diminuição do poder de consumo do brasileiro, ou seja, o trabalhador brasileiro tem menor condição de compra, o que gera naturalmente a redução do potencial de vendas das empresas, e isso causa os problemas econômicos que temos visto.

Os principais motivos dessa diminuição de potencial de consumo são 1) o aumento dos juros, que deixam o acesso ao crédito mais caro, 2) o aumento da taxa de desemprego, que reduz a renda média da população, e 3) o aumento dos preços dos bens chamados insubstituíveis, aqueles que não podemos deixar de consumir como energia e transporte, e que limita a compra de outros bens. Ou seja, tendo que pagar mais por essas coisas que somos obrigados, sobra menos para outras coisas que poderíamos consumir.

Esses são os principais motivos da redução de demanda e acabam sendo também consequências, já que há uma tendência de inércia como uma bola de neve. A população consome menos, as empresas vendem menos e ficam em dificuldade. Como consequência, geram menos empregos, o que reduz ainda mais o poder de compra. E assim sucessivamente.

Não adianta brigar com o mercado, insistindo em hábitos que funcionaram no passado, mas não funcionam mais. O mercado consumidor deve ser aliado e não oponente. O que as empresas precisam fazer é buscar alternativas competitivas nos detalhes, adequando-se à realidade. Contar com parceiros especializados que possam buscar opções de importação e exportação favoráveis, fazendo o diferencial, é um caminho importante, já que em meio as atribulações não existe espaço para empresas comuns.

No final das contas, com essa crise de demanda, somente as empresas profissionalizadas é que se destacarão no mundo dos negócios.

Por hoje era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

É viável importar com o dólar alto?

Com este primeiro post, começamos este espaço sobre o mundo dos negócios. A ideia é debater conceitos e informações atuais para entender como as coisas que acontecem no mundo podem influenciar o nosso dia a dia.

Como, por exemplo, entender o porquê das variações cambiais e como isso pode ensejar caminhos diferentes na busca por vantagem competitiva. E, no final de tudo, entendendo as particularidades dos negócios no mundo, podermos estimular oportunidades de melhorias para os nossos negócios.

Muita gente me pergunta se, com a alta do dólar, as importações se tornaram inviáveis. A minha resposta categórica é “não”. É fato que o custo dos produtos importados aumentou, mas proporcionalmente os produtos nacionais também.

A primeira alternativa é aperfeiçoar o processo de importação atual para aumentar os ganhos da compra internacional. Outra alternativa é buscar agregar valor ao produto importado para aumentar a percepção de valor do cliente. Assim, as vantagens não se limitam ao custo do produto, mas também na diferenciação do mesmo. Para ambas alternativas, a participação de uma assessoria especializada é fundamental.

Dentro dessa ideia de diferenciação, uma empresa brasileira apresentou na semana passada uma cerveja importada da Bélgica feita com flocos de ouro. A cerveja custará R$230,00 e atenderá um nicho especial de festas, sendo potencial substituto de champanhe. Para termos uma noção maior do valor do produto, cada gole custará em torno de R$5,00, o preço médio de uma cerveja comum. Claro que é um caso especial e podemos ser mais sutis nos nossos negócios. Mas com certeza, exemplifica como podemos trabalhar nos detalhes para poder tirar vantagem competitiva das importações.

Por hoje era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br