Blog da UNQ

Curiosidades da China

Ni hao! A China, em seu modo, é um mundo a parte. Quanto mais eu venho, mais eu tenho vontade de conhecer mais. Aqui, o Governo estimula o desenvolvimento, mas controla a abertura de mercado para que o equilíbrio do país prevaleça. Fixa o câmbio e disciplina o apoio econômico.

Até meados dos anos 90, não era possível sequer ter contato com o mundo exterior. Hoje, conquista o mundo da sua forma. Há pouco tempo, a Nike quis se estabelecer num região desenvolvida no sul da China. O Governo impôs a condição de que o estabelecimento acontecesse em uma área pobre, para assim desenvolver, e não naquele já desenvolvida. Uma visão diferenciada!

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Facebook, Instagram, Blogs em geral e as ferramentas de Google não funcionam por aqui, por exemplo. Ou seja, tudo que possa influenciar de maneira negativa, na visão governamental, não é liberado.

Tecnologia, infraestrutura e comunicação estão bem à frente se compararmos com o Brasil e isso nos dá um alento quando pensamos em negócios na China. Há muita coisa para aprender por aqui e outras tantas para serem exploradas.

Por ora era isso! Um grande abraço! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Entendendo os hábitos locais para fazer negócios na China

Ni Hao, amigos leitores. Como falamos ontem, entrar na cultura local é fundamental para o mundo dos negócios e “Ni Hao” nada mais é que “Olá” no idioma chinês.

E a comunicação é um fator importantíssimo neste processo. Entender o que a outra parte do negócio quer dizer e saber a forma de fazer para que ele entenda exatamente o que precisamos é um diferencial. Quando chegamos a Shanghai, pegamos um taxi para o hotel. Por saber que os taxistas em geral por aqui não falam inglês e não entendem sequer o nosso alfabeto, trouxe comigo o nome do hotel e o endereço impressos em ideograma chinês. Assim, foi possível faze-lo entender com facilidade aonde precisava chegar.

Aqui, não tratamos apenas do idioma, mas principalmente do entendimento dos costumes de trabalho. Dizer, por exemplo, que um botão deve ter 1cm de diâmetro precisa estar explícito. Caso contrário, recebe-lo com 1,1cm não será difícil, já que, em alguns casos, o chinês pode entender que 1cm e 1,1cm são a mesma coisa, tendo em vista a forma de trabalho local deles.

Como a burocracia brasileira exige muitos detalhes, solicitar os documentos oficiais de negociação internacional também pode ser um desafio, já que a outra parte não entende porque tantas informações. Essa diferença de legislação também pode levar o chinês a sugerir um modelo de envio para o Brasil fora dos padrões da Receita Federal. Por isso, é fundamental consultar um especialista para fazer com que a comunicação entre as partes não seja o problema no sucesso do negocio.

Por ora era isso! Um grande abraço! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Vale a pena importar tecido e confecção direto da China?

Ni hao! Continuamos falando da China, onde estamos participando da segunda maior feira têxtil do mundo, buscando novas oportunidades e aprimorando cada vez mais aquilo que já temos desenvolvido nessa área, tanto em tecido como em produtos acabados.

 

E aí você me pergunta: vale importar mesmo com este aumento do dólar? Eu digo que sim. Claro que cada caso deve ser estudado em particular, mas para a área têxtil, as explicações são claras. 1) Primeiro, porque o Brasil não é grande produtor de tecido e a matéria-prima em geral chega de fora. Ou seja, a indexação ao dólar é natural mesmo que não se importe diretamente e o aumento dos preços nacionais é iminente. 2) Além disso, na maioria dos potenciais países fornecedores de produto têxtil, não sofremos a inflação que temos visto no Brasil, aumentando a diferença do custo entre os países.

Ou seja, as empresas inseridas no contexto têxtil dependem do produto importado. Ou a empresa compra do importador, que sofre com o aumento do dólar e também com o aumento dos seus custos causados pela inflação, ou importa direto da China, reduzindo intermediários e também a carga tributária.

Para fazer isso, entretanto, é preciso tomar alguns cuidados para não ter surpresas desagradáveis. É importante contar com uma equipe preparada de desenvolvimento local e fazer todo este acompanhamento na China. Afinal, como temos visto, a cultura é diferente, neste caso, até o formato do corpo influencia, e é necessário ter um processo de comunicação seguro para que tudo saia conforme planejado.

Também é possível encontrar produtos diferenciados e com maior valor agregado. Neste caso, o “Duo Shao Qian”, que é o tradicional “Quanto Custa” não é o mais importante. Tudo são possibilidades. E, dentro de uma economia difícil, somente as empresas profissionalizadas e que assumirem estes riscos calculados é que sobreviverão a este mercado competitivo.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Como fazer negócios na China

A China ainda é uma incógnita para muita gente, mas quem vive no mundo dos negócios precisa entender bem para poder ter êxito nos caminhos que pretende traçar. O preconceito com o produto chinês e aquele pensamento de que só há produtos ruins são ultrapassados. Hoje, podemos encontrar produtos muito bons, com alta tecnologia, melhores que muitos encontrados no próprio Brasil. Claro que, em um país emergente, é possível encontrar também produtos ruins, como também pessoas querendo tirar vantagem das oportunidades, e por isso a participação de uma empresa especializada como a UNQ Import Export é de grande importância. Com empresas assim é possível encontrar o que se busca, com qualidade e a segurança de que chegará conforme planejado.

O entendimento da cultura, mais uma vez, é importantíssimo. Saber, por exemplo, que, quando se pechincha, buscando valores menores em compras, é normal que o Chinês entenda que o brasileiro queira um produto de menor qualidade. Se você está negociando um produto de USD20,00, não diga que quer pagar USD15,00. Diga que quer pagar USD15,00 pelo mesmo produto. Caso contrário, o chinês provavelmtne irá enviar um produto que na mentalidade dele seja mais barato, diferente daquele que estava negociando. Não exatamente pela maldade, mas principalmente neste caso pela cultura.

Identificar essas particularidade antes de fechar negócios é fundamental. No mundo dos negócios, as surpresas, causadas pela falta de conhecimento, com certeza , são muito mais caras. Uma diferença bem sutil entre o sucesso e o fracasso.

Por hoje era isso. Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

A importância de conhecer a cultura árabe nos negócios

Dubai é uma cidade muita rica, como falamos no último post, e isso é explicito no primeiro contato. Não apenas rico economicamente, mas culturalmente também. A religião tem um significado muito importante e guia os hábitos sociais, os hábitos culturais e até mesmo os negócios.  Conhecer a cultura, quando tratamos do mundo árabe, não serve apenas para evitar gafes, mas pricipalmente para aproximar relações pessoais e assim poder desenvolver negócios, já que ambos passam por um processo importante de desenvolvimento de confiança.

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(A seta no teto do hotel aponta a direção de Meca)

As mulheres de negócios podem ter problemas no contato com os árabes. Embora Dubai seja ainda possível ver mulheres tratando de negócios, em algumas regiões não são aceitas neste grau de envolvimento.

Outras curiosidades interessantes e importantes são o fato de não ser educado cruzar as pernas, pois mostrar a sola do pé pode ser ofensivo por ser um local de contato com o chão e sujo. Usar a mão esquerda para cumprimentar, acenar, receber presentes ou cartões também não é bem visto, já que esta é usada nas higienes pessoais e considerada imprópria para essas coisas.

Embora a globalização venha reduzindo as diferenças, principalmente em cidades abertas a possibilidades, como Dubai, a religião sempre será um limitador dessa convergência cultural e entender a influência da mesma é fundamental. Dubai, como o mundo árabe, é assim. É aprendizado, é experiência. Mas é, acima de tudo, oportunidade.

Por hoje era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br