Blog da UNQ

É importante conhecer a cultura internacional?

Muita gente me pergunta se é importante conhecer a cultura internacional para internacionalizar a sua empresa. Eu sempre respondo que sim. É fundamental conhecer as diferenças culturais. Não só elas, mas outras diferenças também.

1) As diferenças administrativas, entendendo como é a moeda corrente do país, sua infraestrutura e o seu regime de governo. 2) As diferenças legais, jurídicas, sabendo como funcionam os impostos no outro país, suas leis trabalhistas, entre outras coisas. E, por fim, 3) as diferenças culturais, onde entram o idioma, os hábitos sociais e, também, a própria religiosidade, que muitas vezes é fator decisivo nos negócios.

Um exemplo disso é o calendário chinês, que difere do nosso aqui. A comemoração do ano chinês não acontece de dezembro para janeiro como somos acostumados, mas, sim, em fevereiro. Oficialmente, o governo chinês concede uma semana para a comemoração para essa virada. Mas, culturalmente, e o que de fato acontece é que a China para um mês, já que o seus operários moram muito longe de onde trabalham e aproveitam a data para visitaram a família nesta única vez ao ano. Ou seja, em fevereiro, a China para e não há produção qualquer neste período.

Este conhecimento é importante para que as empresas brasileiras importadoras da China não tenham problema de falta de produto em estoque e possam planejar suas compras de forma a carregarem antes do feriado chinês e assim não se desabastecerem por conta desta parada na China.

Por isso, é fundamental conhecer essas diferenças entre os países. O grau de entendimento dessas diferenças é que pode levar ao sucesso ou ao fracasso nas negociações internacionais.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

Aumento do Dólar? E Eu com Isso?

Temos visto e falado sobre este aumento do dólar, pulando da faixa de 2,40 para 3,20, e o amigo leitor pode se perguntar diariamente “o que eu tenho com isso?”. É uma pergunta bem pertinente, já que quando falamos em variação cambial, a conotação pode ter uma interpretação exclusivamente empresarial. Mas a verdade é que a influência é para todo mundo.

Primeiro, sabemos que o acesso às viagens internacionais é muito mais intenso do que no passado e o impacto no custo destas viagens é imediato. Segundo, que a curto prazo, o aumento do dólar gera uma dificuldade generalizada nas empresas. Com essas dificuldades, as empresas têm que buscar soluções de otimização de custo que, muitas vezes, são baseadas na redução de pessoal, aumentando a taxa de desemprego.

Em terceiro e, talvez, o mais importante, o aumento de preços generalizado causado pela indexação ao dólar dos produtos nacionais e/ou pelo aproveitamento das circunstâncias por alguns setores. Ou seja, literalmente as empresas se aproveitam para aumentar os preços pela oportunidade. Em outros casos, quando há demanda (não é o nosso caso atual), a alta do dólar dificulta a concorrência externa dos produtos importados, o que enseja o aumento dos preços dos produtos nacionais. Sem concorrência externa, e com a demanda maior do que a oferta, os preços são elevados. Isso tudo gera o aumento da inflação e impacta no bolso do cidadão.

Por isso, é fundamental que todos estejam atentos às mudanças no câmbio e também às perspectivas de mercado para, assim, garantir segurança ao planejamento financeiro individual.

Por ora isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

O Câmbio e Possibilidades de Exportação para a China

Já estamos em São Paulo depois de uma longa viagem da China. Foram aproximadamente 21 horas de vôo até aqui e o fuso horário ainda tem confundido um pouco. Eu diria que ainda estou um pouco “con fuso”.

Com a previsão de uma taxa média do dólar em torno dos R$3,00 para o ano, exportar para a China pode ser uma alternativa interessante. São 2,3 bilhões de consumidores potenciais e encontrar um produto interessante para atender esta demanda pode ser um desafio recompensador. Para termos uma ideia, em 2014, os chineses compraram 420 milhões de smartphones, é como se praticamente todos os Brasileiros tivessem comprado 2 cada um. Uma ideia interessante é entrar com produtos de alimentos, onde a China não é tradicional produtor e ainda não tem a cultura bem desenvolvida. Como os cafés especiais, por exemplo. O pioneirismo poderia produzir grandes frutos com o crescimento do interesse por este tipo de consumo.

E por falar em dólar, ontem, tivemos a segunda queda seguida e a taxa fechou em R$3,12, seguindo a tendência mundial de desvalorização da moeda americana. O anúncio do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sobre o cumprimento dos contratos cambiais que estão vencendo, também tiveram efeito positivo no mercado.

O Banco Central também anunciou no final do dia que interromperá as intervenções diárias no mercado cambial em 31 de março, o que levará a moeda brasileira ao seu real valor. Com essa redução de oferta de dólar no mercado, é possível que em Abril a moeda americana volte a subir. As ações do Governo, como o ajuste fiscal, para manter a credibilidade no exterior, serão fundamentais para um equilíbrio neste sentido.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

A Qualidade do Produto Chinês

Ni hao! Estamos voltando ao Brasil e na despedida da China segue a ratificação de alguns aspectos importantes daquilo que a gente esperava para o mundo dos negócios: a qualidade dos produtos e a diferença cultural.

O conhecimento desenvolvido pelos chineses e a tecnologia existente fazem com que as possibilidades de negócios com a China sejam inúmeras. Não existe mais espaço para a velha justificativa de que os produtos chineses são ruins. Existe, sim, a melhor forma de encontrá-los, já que, como no Brasil, há empresas boas e más.

O outro aspecto importante é a diferença cultural. Não apenas o idioma e a alimentação, mas principalmente a forma de trabalhar e a percepção de qualidade, os quais podem ser supridos por uma comunicação aprimorada. Fazer a outra parte entender bem o que se precisa é fator fundamental nos negócios, e quando tratamos do âmbito internacional, deve ser ainda melhor trabalhada.

Claro que não é no primeiro contato que se desenvolve as condições para fazer negócios internacionais. A experiência e o conhecimento são adquiridos com o tempo. Por isso, contar com uma assessoria especializada, que agregue no contexto do negócio para reduzir essa distância empreendedora, pode ser um investimento de grandes resultados.

Por ora era isso. Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

O Problema de Demanda do Brasil Atual

Temos comentado bastante sobre o problema de demanda que sofre o país. Este problema de demanda nada mais é do que a diminuição do poder de consumo do brasileiro, ou seja, o trabalhador brasileiro tem menor condição de compra, o que gera naturalmente a diminuição do potencial de vendas das empresas, e isso causa os problemas econômicos que temos visto.

Os principais motivos dessa redução de potencial de consumo são o aumento dos juros, que deixam o acesso ao crédito mais caro, o aumento da taxa de desemprego, que reduz a renda média da população, e o aumento dos preços dos bens chamados insubstituíveis, aquele que não podemos deixar de consumir como energia e transporte, e que limita a compra de outros bens. Ou seja, tendo que pagar mais por essas coisas que somos obrigados, sobra menos para outras coisas que poderíamos consumir.

Esses são os principais motivos da redução de demanda, e acabam sendo também consequências, já que há uma tendência de inércia como uma bola de neve. A população consome menos, as empresas vendem menos e ficam em dificuldade e empregam menos, o que reduz ainda mais o poder de compra. E assim sucessivamente.

O que as empresas precisam fazer é buscar alternativas competitivas nos detalhes. Contar com parceiros especializados que possam buscar opções de importação e exportação favoráveis fazendo o diferencial, já que em meio as atribulações não existe espaço para empresas comuns e somente as empresas profissionalizadas é que se destacarão no mundo dos negócios.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br