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As variáveis que podem aumentar o dólar no cenário atual

Nesta sexta-feira, o dólar fechou perto dos R$3,04 com um novo aumento depois de três pregões em queda. Com o fim das intervenções diárias do Banco Central, vimos o real mais próximo do seu valor verdadeiro e, por isso, é importante ficarmos atentos às variáveis que podem fazer o dólar aumentar diante do cenário atual.

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A primeira variável é a própria valorização da moeda americana através dos resultados positivos da economia nos Estados Unidos. Isso afeta a forma de como o mundo volta a olhar para os americanos. A cada anúncio de dados econômicos, aumenta a especulação sobre o aumento dos juros pelo Banco Central americano, o FED. E isso gera um aumento do valor da moeda americana.

A segunda variável considera os possíveis problemas no mundo que podem influenciar a quantidade de dólar que vem ao Brasil. Dois casos importantes e pontuais são o iminente calote da Grécia na comunidade européia e a possível redução de crescimento da China para 7%. É importante acompanharmos o andamento destes assuntos mundiais e outros que porventura possam acontecer.

A terceira variável é a própria situação política que o Brasil se encontra. Os conflitos entre executivo, legislativo, judiciário e o povo aumentam o risco do Brasil pelo olhar dos investidores, o que reduz a disponibilidade de dólar por aqui e faz também a moeda americana aumentar.

Claro que os aspectos macroeconômicos são incontroláveis. Entretanto, podemos estar atentos a essas variáveis para tentar antecipar as tendências e poder tomar decisões mais precisas no mundo dos negócios.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

As Diferenças nas Negociações Internacionais

Mesmo que o dólar tenha caído nos últimos dias, chegando a R$3,01, a diferença com a média do ano passado é muito grande. Com essa alta da moeda americana, as empresas brasileiras têm que buscar em outras variáveis a compensação por este aumento de custo, melhorando o desempenho em outros aspectos para manter a competitividade da sua operação. E uma das possibilidades é o aprimoramento na negociação internacional. Melhorando suas técnicas, é possível conseguir melhores condições comerciais, recuperando sua perda com a alta do dólar.

Para isso, é importante entender as diferenças a serem consideradas em uma negociação internacional. 1) Os aspectos culturais são os mais aparentes e intrigantes. Saber como dizer ‘bom dia’ no idioma nativo é, por exemplo, uma grande possibilidade de aproximação imediata, quebrando um possível distanciamento existente. Conhecer os valores e hábitos sociais, entendendo, por exemplo, que os russos negociam tomando vodca e os alemães consideram os atrasos uma grande falta de respeito, pode ser um diferencial no caminho de uma negociação bem sucedida.

Outras diferenças importantes na negociação internacional que devem ser consideradas são as 2) diferenças do sistema jurídico. Saber a carga tributária e a legislação trabalhista do país com o qual se está negociando pode proporcionar vantagens de informação para negociar bem. Por fim, as 3) diferenças político-administrativas também são fundamentais. Conhecer o regime de governo e a infraestrutura disponível, por exemplo, darão vantagem neste processo de negociação internacional. Entender o valor da moeda e as condições econômicas do país podem dar vantagem nas condições de preços que a outra parte pode chegar.

Claro que as negociações sempre irão apresentar interesses comuns e conflitantes. O importante, neste processo internacional, é desenvolver objetivos e estudar o mundo dos negócios para poder melhorar continuamente os resultados obtidos.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

Eficácia Administrativa – Eles querem nos enganar

Por que a China é esta potência de crescimento? Claro que isso não é uma resposta simples, já que alguns fatores estão envolvidos. Mas um grande motivo de a China ter crescimentos impressionantes é a eficácia administrativa. A administração atual precisa mudar com a evolução da tecnologia, a evolução cultural. A China, e algumas nações desenvolvidas, conseguem fazer isso rapidamente. Outras têm grandes dificuldades de mudança, o que afeta os resultados de sua administração.

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Infelizmente, é isso que vimos aqui no Brasil. Um dificuldade de acompanhar a evolução das coisas. Dificuldade no desenvolvimento em infraestrutura (quanto exemplos temos a respeito como a BR e o nosso famigerado aeroporto de Jaguaruna). Dificuldade também em adaptar a legislação como, por exemplo, da maioridade penal. São diferentes intervenções por interesses particulares (e não interesses de um todo) que atrasam a evolução do país. Infelizmente, vivemos em uma falsa democracia, com uma gestão baseada em interesses particulares.

Outro exemplo atual da ineficácia administrativa brasileira é o projeto de lei que busca a possibilidade de terceirização das atividades fim, o qual estamos discutindo há dez anos e que já deveria estar acontecendo há tempos, pela necessidade de preencher essas lacunas organizacionais de leis ultrapassadas. A terceirização não é prejudicial aos trabalhadores. Muito pelo contrário, é um caminho para melhorar as condições das empresas para oferecer melhores opções e condições de trabalhos. Mas, mais uma vez, penamos pelos interesses particulares, calçados pela preocupação dos sindicatos de perderem o poder que possuem hoje.

Fico imaginando um mundo sem fronteiras quaisquer, onde as empresas internacionais, com suas legislações atuantes, concorressem diretamente com as empresas brasileiras. Quem o leitor acha que seria mais competitivo e teria os trabalhadores com melhores condições? Uma empresa com uma administração moderna, com melhores condições de adaptação a realidade e opções de trabalho melhores (inclusive a da terceirização das atividades fim) ou uma empresa embutida em uma gestão ultrapassada, presa às condições laborais antigas, sem competitividade?

Precisamos parar de usar a falsa e enganadora justificativa de que a China é uma potência pela escravidão trabalhista. Escravidão é essa que vivemos, onde cada mudança para melhor é quase uma guerra civil. A China é potência por sua eficácia administrativa e por uma democracia que é muito mais real do que a nossa.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

As especulações influenciam na alta do dólar?

A sessão desta segunda, 13/04, proporcionou uma nova alta no dólar influenciada pela divulgação de dados negativos sobre a economia da China. As exportações do país caíram 15% em março, o que gerou preocupação sobre a desaceleração do crescimento chinês. Com crescimento menor, existe a expectativa de que o país asiático importe menos, inclusive do Brasil. Se a China importar menos produtos brasileiros, a quantidade de dólar no país diminui, já que entram menos pagamentos internacionais. Com menos dólares circulando aqui, o preço tende a aumentar.

O problema é que são todos aspectos especulativos. Ou seja, são possibilidades de acontecimentos, não são fato consumados. Mas que já geram consequências no mundo global. Trazendo para um exemplo caseiro, é como se a Tigre Maníacos aumentasse o preço dos produtos agora, divulgando que o time do Criciúma terá um excelente desempenho na série B pelas contratações realizadas. Seria um aumento por puro aspecto especulativo, como neste caso do dólar. Felizmente, ou infelizmente, deste contexto a gente tem mais controle, diferentemente do que acontece na oscilação cambial pelos investidores especulativos.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Importação Estratégica – O dólar não é a única variável a ser analisada

Os questionamentos sobre a viabilidade de importação, haja vista o aumento do dólar, são cada dia mais constantes. E isso é tão interessante e tão oportuno na situação econômica atual que sempre que possível vamos trazer novas respostas aos leitores.

É natural que o custo da importação aumente pela alta do dólar. Mas será que essa é a única variável que precisamos considerar no processo de importação? Claro que não. Outros tantos fatores são importantes. O aperfeiçoamento logístico, por exemplo, é fundamental. Encontrar mecanismos que otimizem os custos é um processo que demanda especialização.

Além disso, é importante estar atento as oportunidade do mercado global. Com a redução do preço do barril do petróleo e também da demanda de transportes internacionais, temos visto uma redução bastante significativa nos fretes marítimos entre os países. O transporte de um container de 20 pés vindos da China, por exemplo, atualmente pode ser contratado por USd450,00. No ano passado, tivemos picos de USD1800,00 com o mesmo itinerário e o mesmo tipo de container. Uma redução de 75%. Para produtos de valor agregado menor, por exemplo, esta diferença pode compensar a alta do dólar.

Claro que o estudo deve ser feito na particularidade de cada produto e cada negócio. O que não se pode fazer é generalizar o conceito de que a alta do dólar inviabiliza a importação. A empresa que tratar desta forma, com certeza, estará a um passo de perder espaço neste mercado tão competitivo.

E, pensando nisso, a ACIC e a UNQ Import Export prepararam o curso de Importação Estratégica para condicionar as empresas da região a quebrar paradigmas e aprofundarem o tema, buscando vantagens em cada detalhe do mundo dos negócios. A convite da ACIC, eu serei um dos instrutores do curso, que começa no dia 16 e as inscrições podem ser feitas através do email cursos@acicri.com.br. Para maiores informações, acesse o link http://www.acicri.com.br/noticia/curso-traz-informacoes-sobre-importacao-estrategica-4617.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br