Blog da UNQ

As Consequências de uma Administração (In)Adequada

Outro dia, comentávamos sobre a administração moderna, que se atualiza às novidades e atende as necessidades da forma mais rápida possível. Neste caminho, sabemos que administração pública tem uma necessidade ainda maior, já que muitas mudanças aconteceram na última década.

Ontem, o Google anunciou que vai investir 150 milhões de euros em jornalismo digital na Europa com o intuito de amenizar as cobranças feitas pela União Europeia. Uma decisão rápida para não perder este mercado influente. Há alguns anos, o mesmo Google decidiu não se adequar às exigências do Governo Chinês e acabou perdendo aquele mercado. Hoje, nenhuma ferramenta da empresa funciona naquele país. Ou seja, cada decisão, de mudança ou não, gera consequências no resultado obtido.

Ontem, também, tivemos a execução do brasileiro traficante na Indonésia. Sabido da ilegalidade do ato, ele arriscou sua vida ao infringir a lei do país, talvez, baseado na impunidade brasileira. Com certeza, dificilmente algum brasileiro repetirá o feito. Claro que, aqui, não é apologia à pena de morte, apenas a ratificação de que cada decisão tem sua consequência. Tanto a decisão do brasileiro quanto a decisão do governo da Indonésia pela execução.

Em contraponto, ontem, tivemos na nossa região o velório da Dra. Mirella Peruchi, assassinada covardemente por um meliante de 17 anos. Não há dúvidas sobre a grande pessoa que foi, a imensa falta que fará e sobre o tamanho dos seus valores. Estes mesmos valores que hoje se contrapõem aos valores da nossa administração pública e se transformam em símbolo de mudança. Mudanças de uma administração moderna com soluções inteligentes, ágeis, baseadas nas necessidades do cidadão e não no interesse particular.

Hoje, a economia se mistura à polícia, pois as consequências das decisões refletem em todos os aspectos da vida. Que Deus segure firme na mão da Mirela e dos seus familiares e nos dê sabedoria para entender os acontecimentos e principalmente reivindicar as mudanças necessárias na administração da nossa cidade, nosso estado e nosso país. Tem muita coisa errada…muitos valores de ponta-cabeça.

Por ora era isso! Um grande abraço!

Marcelo Raupp

 

Vale mais apostar na loteria que na taxa cambial

O dólar seguiu a tendência de queda e recuou frente ao real nesta segunda-feira. O que temos percebido é que os dados econômicos americanos, embora positivos, foram superestimados pelo mercado no começo do ano. Com isso, há uma tendência de adequação no mercado global sobre a moeda americana. Além de recuar diante do Real em 1,2%, o dólar também recuou 0,93% frente ao Rand sul africano, 1,39% diante da Lira Turca, 0,17% em relação ao peso mexicano e 1,53% diante do rublo, a moeda russa.

Com isso, os analistas, que apostavam em um dólar a R$3,25 para o final do ano, já têm reduzido as suas expectativas diante deste taxa antes prevista. A nova aposta é para R$3,15, mas, como já observamos por aqui, algo totalmente imprevisível tendo em vista tanta variável mundial envolvida.

Basicamente, diante desta previsão, espera-se que o aumento dos juros americanos aconteça entre julho e agosto, que a Grécia consiga negociar sua dívida e consequentemente a manutenção na Zona do Euro, e o Governo Brasileiro consiga ter habilidade o suficiente para tratar todos os conflitos diante do ajuste fiscal, sem contar com novas surpresas que o mundo dos negócios pode trazer.

Vale mais apostar na Loteria do que na taxa cambial para o final do ano.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Benefícios da Valorização Cambial na Importação

As perguntas sobre as possibilidades de importação mesmo com o dólar alto continuam. É normal as pessoas pensarem que o aumento da moeda americana inviabiliza os processos. Entretanto, algumas situações mostram que as importações continuam sendo a solução para um mercado tão competitivo. Já falamos aqui sobre a redução dos fretes internacionais, os quais podem compensar o aumento do custo pela alta do dólar. Em alguns casos, a redução é de 75% e por isso deve ter a atenção dos importadores.

Importar Exportar

Outro ponto a abordar é justamente a valorização da moeda americana nos outros países. Quando temos uma valorização cambial, a exportação fica favorecida pela alta da liquidez. Ou seja, em termos práticos, se a expectativa de rentabilidade de um produto é R$100,00, para um dólar a R$2,00, o preço seria USD50,00. Para um dólar a R$3,00, o mesmo produto pode ser oferecido a USD34,00 que a rentabilidade de R$100,00 será mantida.

É isso que tem acontecido em vários países. A valorização da moeda americana pode propiciar uma redução de preços no exterior. A consciência dessa possibilidade é importante, já que a iniciativa de redução de preço não vai partir do vendedor internacional. Ela deve partir do importador.

A informação e o conhecimento sempre farão a diferença no sucesso do seu negócio. Para o mundo dos negócios, procure uma empresa especializada como a UNQ Import Export. Com certeza, dará mais segurança nos resultados que se pretende alcançar. E, neste caso, mostrará que a alta do dólar por si só não inviabiliza os processos de compra internacional.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

A Típica Burrocracia

Ontem, o ministro da fazenda anunciou que a redução dos trâmites burocráticos para importação e exportação entra no rol das reformas para elevar a competitividade do Brasil e aumentar o crescimento da economia. Oh, glória! Mesmo que seja apenas uma ideia, percebe-se uma sensibilidade com relação a este assunto tão importante!

Um dos estudos do especialista Paulo Correa mostra que o exportador brasileiro, em alguns casos, precisa preencher o CNPJ em 17 documentos diferentes e a descrição da mercadoria em 13, exemplificando uma burocracia desnecessária que custa caro.

O estudo mostra que essa redução de tempo pode gerar 22% de economia na importação e 18% na exportação, o que promove uma condição mais justa para as empresas brasileiras ganharem condições de mercado no mundo dos negócios. Infelizmente, hoje ainda penamos com esse excesso de burocracia desnecessária que, muitas vezes, inviabiliza negócios promissores. Ou seria uma burrocracia?

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

Infraestrutura Brasileira – Um Túnel no Final da Luz

O ministro da fazenda, Joaquim Levy, esteve essa semana em Nova York reunido com investidores para debater sobre o programa de concessões. Este plano pretende, entre outras coisas, estimular a vinda de recursos para melhorar a infraestrutura brasileira. E uma das ideias principais é abrir os portos para os investidores estrangeiros.

Emma Maerski_proa

Considerando a defasagem dos nossos Portos, é uma ótima notícia. Para se ter uma ideia, a média de permanência de um container em Porto brasileiro é de 12 dias. Em países como Estados Unidos e Alemanha, essa média é de 48 horas. Essa grande diferença gera maior custo para as empresas brasileiras e uma dificuldade maior no controle logístico, seja dos produtos importados ou do escoamento de produção através da exportação.

Claro que o problema não é apenas na infraestrutura. A burocracia encontrada aqui também é uma problemática. Entretanto, investindo em mais equipamentos nos Portos, aumentando a profundidade dos canais para receber navios maiores e melhorando os acessos rodoviários e ferroviários aos mesmos estamos dando um grande passo para melhorar a competitividade das empresas brasileiras diante deste mundo intensamente globalizado.

Por era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br