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É possível exportar para a China?

Quando se fala em China, pensamos imediatamente nos produtos que podemos encontrar lá para importar. A condição de produção, a disciplina chinesa e a própria condição desvalorizada da moeda nos levam a pensar na China como fonte de suprimento.

Entretanto, se pensarmos pelo outro lado, também podemos encontrar um mercado consumidor cheio de anseios por produtos brasileiros. Afinal, é um mercado com 1,4 bilhões de pessoas se abrindo para a cultura ocidental, cheio de curiosidades sobre novos produtos.

Nesta linha de pensamento, uma grife mineira tem apostado na exportação de biquínis brasileiros diferenciados. Como este produto traz todo o requinte natural da sensualidade da mulher brasileira, além dos mercados europeus e americanos, a marca tem exportado para a China, que atualmente consome 8% da sua produção total.

Buscar ideias assim, com o carimbo do que temos de sucesso por aqui, pode ser uma grande passo para o mundo dos negócios. O importante, nestes casos, é criar parcerias locais e certificar que o produto não será copiado e produzido lá sem o devido glamour oferecido.

Um outro exemplo, é de uma grife mineira de lingerie, a qual tem buscado diferenciar seus produtos para alcançar também o mercado exterior, colocando GPS e diamantes em sutiãs e calcinhas. Além das joias, que elevam o produto em alguns casos a R$100 mil, o GPS dá uma segurança maior sobre a localização da lingerie e principalmente da mulher que estará usando. Uma tranquilidade global para o maridão.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

A Realidade do Câmbio Chinês

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, sendo cotado a R$3,047 no final do dia. Os panoramas globais e a insegurança sobre o Brasil continuam sendo o motivo dessa oscilação descontrolada. A Grécia fez o pagamento de 200 milhões de euros ao FMI, mas a desconfiança sobre a cumprimento de todas as obrigações continuam, o que pode ser mais um fator para esta oscilação cambial durante a próxima semana.

Na China, no entanto, uma política firme de manter o câmbio favorável à exportação faz com que o Governo não permita essas influências globais no valor da moeda e mantenha o câmbio praticamente fixo. Hoje, USD1,00 vale RMB6,00 (Renminbi ou Yuan), a moeda chinesa. Esta desvalorização permite que os produtos chineses se mantenham baratos para exportação, um dos grandes pilares do crescimento econômico daquele país.

De um lado, vimos o governo americano pressionando para que o Governo Chinês permita que sua moeda acompanhe o mercado global. Pelo outro lado, vemos o Governo Chinês atuando para manter a desvalorização da moeda, estimulando o crescimento através da exportação.

Ontem, o The Wall Street Journal trouxe a informação que o FMI está prestes a declarar que o Yuan chinês tem atualmente um valor justo de mercado, buscando claramente uma aproximação com a China. Um balde d’água fria nas expectativas do Tio Sam que não deve deixar por menos esta manifestação. Vamos acompanhar os próximos capítulos desta novela que deve ter uma tradução imediata por aqui.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

Os Investimentos Brasileiros Obscuros no Porto de Cuba

Atualmente, Santa Catarina conta com 5 portos: Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Francisco e Itapoá. Se compararmos com o mundo e as necessidades globais, estamos muito defasados. Não em termos de quantidade de portos, mas de infraestrutura disponível. Entre tantas necessidades, é fácil destacar a infraestrutura 1) de acesso aos portos e uma condição favorável no tráfego rodoviário, 2) de espaço em armazenagem e retroarea, 3) de profundidade dos canais e espaço na baía de evolução para possibilitar a atracação de navios maiores e 4) de equipamentos de movimentação para agilizar as operações. Todos estes aspectos geram, entre outras coisas, a redução de custo para as empresas brasileiras.

Nos últimos anos, no entanto, vimos o Brasil investir no exterior em muitas causas. Dentre elas, a que mais chamou atenção foi o Porto de Mariel, em Cuba. Através de um contrato sigiloso no BNDES, foram investidos aproximadamente USD1 bilhão em infraestrutura naquele porto. Para se ter uma ideia da condição logística, o Porto de Mariel, construído com a ajuda de investimentos brasileiros, tem um potencial de movimentação de 9.000 containers por dia. Neste ano, Itajaí movimentou a média de 2.600 containers/dia, uma condição 3 vezes menor do que o Porto Cubano.

Claro que os questionamentos na aplicação dos recursos em Cuba, quando por aqui temos imensas necessidades de infraestrutura, são incalculáveis. O mais novo questionamento, no entanto, é do Ministério Público Federal que abriu uma investigação preliminar para entender a participação do ex-presidente Lula neste processo de investimento no Porto Cubano.

Se na condição legal já tínhamos muitos questionamentos sobre o porquê da falta de investimento nos nossos Portos e a aplicação de recursos em porto estrangeiro, na condição ilegal, estes questionamentos são ainda maiores. E mais uma vez, esbarramos nos critérios de decisão e interesses da nossa administração pública.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

O Aumento do PIS e da COFINS nas Importações

Na busca pelo ajuste fiscal, em fevereiro, o Governo Federal anunciou uma série de aumentos de tributos. Um deles foi o aumento do PIS e da COFINS nas importações. O anúncio feito naquela época entrou em vigor neste mês de maio, já estando atualizadas as alíquotas no sistema de comércio exterior da receita federal, o Siscomex.

Basicamente, este aumento busca compensar uma perda de arrecadação nas importações que vem desde 2013. Naquele ano, verificou-se um fator inconstitucional na cobrança destes tributos. A base de cálculo do PIS e COFINS continha, além do valor aduaneiro, todos os impostos em cascata. Depois da mudança, a base de cálculo começou a contar apenas com o valor aduaneiro.

Essa mudança, embora tenha dado mais competitividade às empresas importadoras, gerou uma perda de arrecadação de valores pelo Governo, já que a base de cálculo destes tributos reduziu bastante. Para compensar esta perda, o Governo aumentou em média 2,5% as alíquotas do PIS e Cofins na importação.

E quem paga? Sempre a empresa brasileira, o importador.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Case Capilar – A importação que não saiu como esperado

Interessado em adquirir mechas de cabelos para produção de perucas, um dono de salão de beleza negociou na China um valor bem favorável, se comparado com a compra nacional, pagando USD800,00 para o fornecedor chinês. A quantidade era razoável e o empresário planejava um rendimento interessante tendo em vista a diferença de valor.

Sem fazer qualquer estudo prévio, solicitou o envio pelo correio na expectativa de receber o mais rápido possível. A surpresa aconteceu quando recebeu a notificação do correio de que o seu produto estava preso na alfândega.

Após o estudo da característica do produto e sua classificação fiscal, percebeu-se que o produto precisava de licença da Anvisa. O processo acabou onerando de tal maneira, que o dono do salão optou por não pagar as taxas e impostos e assumiu o prejuízo dos USD800,00 pago de forma antecipada para o exportador chinês.

O planejamento da compra internacional e o estudo prévio do tratamento administrativo são passos fundamentais para atuar no mundo dos negócios. Sem eles, a expectativa de resultados pode ser frustrada por surpresas geradas pela falta de conhecimento. Buscar uma empresa especializada como a UNQ Import Export é um caminho seguro na concretização das oportunidades.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br