Blog da UNQ

Um País nos Classificados do Mundo

Nos últimos meses, temos visto o Governo em uma busca desesperada por parceiros internacionais interessados em desenvolver a infraestrutura brasileira. Tem sido praticamente um desafio comercial vender a ideia de investir em um país com o histórico incontável de corrupção e obras superfaturadas como o nosso. Eu diria que é como vender revista masculina na igreja. É preciso uma boa argumentação sobre os benefícios paralelos além do ponto principal.

Neste mar de esperança, fontes do governo dizem que a Caixa Econômica Federal e o Banco Industrial e Comercial da China estão prestes a criar um fundo de investimento em infraestrutura no valor de USD50 bilhões. Este fundo seria financiado totalmente pelo Banco Chinês e estaria apenas dependendo de alguns ajustes regulatórios sobre a utilização dos recursos.

Basicamente, o objetivo do fundo é estabelecer uma ferrovia que saia do Brasil e vá até o Peru. Lá, o transporte marítimo até a China ficaria facilitado, aproximando as empresas exportadoras brasileiras dos potenciais importadores chineses. Ou seja, as empresas brasileiras que quisessem exportar para a China, levariam de trem sua mercadoria até o Porto Peruano e de lá a mercadoria iria para o país asiático. Ganhariam, assim, tempo e custo.

Por um lado, ficamos na expectativa do desenvolvimento. Por outro, nos inquietamos pelas decisões do governo. E entre estes dois opostos, a principal esperança é a de recuperar a confiança perdida para nos aconchegarmos na certeza de que nossos impostos serão alocados nos lugares certos sem precisarmos colocar o Brasil desta forma nos classificados do mundo.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

As Coréias – Dormiu no ponto, foi executado!

A informação mais intrigante do mundo dos negócios, nesta quarta-feira, veio da Coréia do Norte. De acordo com o serviço secreto sul-coreano, o Ministro de Defesa da Coréia do Norte teria sido executado com um tiro de canhão, utilizado para abater aviões, em frente a centenas de pessoas. A justificativa da execução foram os cochilos do Ministro durante eventos oficiais, além de outras atitudes consideradas desrespeitosas.

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As duas Coréias foram separadas após a Segunda Guerra Mundial e hoje, embora não tenham ações efetivas, vivem em estado de guerra. Naquela época, com a derrota dos Japoneses que ocupavam o país, a Coréia na parte Sul foi ocupada pelos Estados Unidos, mantendo as características democrático-capitalistas dos americanos, e a do norte pelos Soviéticos, onde prevaleceu este senso comunista na busca por um socialismo utópico.

Quando estive na Coréia do Sul há 3 anos, tive uma impressão muito boa de um povo educado e de grande potencial para negócios. Há, claro, uma grande mágoa com os japoneses, que destruíram parte de sua história, e com os Norte Coreanos, que tentam unificar os países sob as suas diretrizes. Do outro lado, ou acima, a Coréia do Norte vive grande dificuldades no mundo dos negócios, já que sofre por embargos econômicos há muito tempo, principalmente devido às produções nucleares em desacordo com o resto do mundo, e tem encontrado muitos obstáculos no desenvolvimento.

Marcelo na Coréia

Pela própria execução do Ministro da Defesa por motivo fútil, percebemos uma expressiva insegurança no governo Norte-Coreano com a necessidade de comprovar o poder do seu governante. Fico imaginando se a mesma regra fosse seguida aqui no Brasil quem seria o primeiro a ser executado.

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Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

O Potencial Especulativo em uma Economia Insegura

O momento de grande expectativa na performance da economia mundial tem oportunizado aos investidores especuladores trabalhar para maximizar seus ganhos. As informações globais são utilizadas para influenciar no câmbio conforme seus interesses e assim possibilitam uma variação considerável em um curto período.

Já vimos aqui que os acontecimentos são inúmeros. A situação da Grécia junto à União Européia, a expectativa sobre a economia americana, a desaceleração na China e os movimentos do ajuste fiscal no Brasil são motivos diários de especulações. Basicamente, os investidores se apoiam em alguma informação para guiar o câmbio na direção de seu interesse. E nessa oscilação, nesse sobe e desce da moeda americana, os investidores compram e vendem dólar maximizando os seus lucros.

Para termos uma ideia de como a oscilação tem sido constante e em valores significativos, no dia 13 de abril, o dólar estava a R$3,10. Três dias depois, era cotado a R$3,02. No dia seguinte, R$3,05. No dia 28 de abril, o dólar fechava a R$2,89. Uma semana depois, no dia 04 de maio, estava a R$3,07. Na última sexta, a moeda americana fechou a R$2,99 e ontem a R$3,02.

Este jogo especulativo é ainda mais evidente quando temos um fato importante no mercado internacional e a direção do dólar é no sentido contrário às expectativas. Como há muitas movimentações mundiais, tem sido fácil apoiarem suas justificativas no sentido contrário. Por exemplo, se o balanço da Petrobrás leva a alguma tendência, dados do estados Unidos são utilizados para guiar no sentido contrário.

Esta é mais uma consequência de uma situação econômica instável e o potencial das especulações é imenso. São muitas mudanças com um cenário inseguro e rápidas informações com especuladores ligeiros e de interesses particulares. Um lado ruim do mundo dos negócios sobre o qual temos que saber lidar.

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Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

Os números para convencer a presidente

Ontem, falamos sobre os resultados da Balança Comercial apresentados na semana passada e que vieram aquém do esperado nas exportações, já que todas as expectativas estavam baseadas em um patamar mais alto da moeda americana.

Com relação às importações catarinenses, estas também reduziram se comparadas com o mesmo período do ano passado. Enquanto as exportações caíram em 10,98%, as importações reduziram 12,26%. No acumulado dos meses nos anos, as exportações reduziram 8,58% e as importações 5,15%. Ou seja, há praticamente um equilíbrio nas reduções das exportações e importações de 2014 para 2015, o que não altera a característica da balança comercial, a qual se mantém negativa.

Se nas exportações em SC não houve um aumento de valores, que era esperado pela alta do dólar, nas importações por aqui a redução esperada pelo mesmo motivo aconteceu em abril. Como o aumento considerável da moeda americana aconteceu em fevereiro, pelo tempo de negociação e trâmite logístico internacional, é normal que os resultados de redução nas importações aconteçam agora. De março para abril, as importações caíram 15,45%.

Um dado bem interessante é que, mesmo com esta redução apresentada, as importações de SC provenientes da China aumentaram quase 10%. Origens como Argentina, Estados Unidos, Chile, Alemanha e Índia compensaram com quedas significativas.

Com isso, abril fecha os quatro primeiros meses em SC com um saldo negativo na balança comercial em aproximadamente R$2 bilhões. Percebe-se, no estado e no país, uma redução tanto nas exportações como nas importações, ilustrando assim uma diminuição de negócios gerados, um momento de mais cautela nas empresas e uma economia com mais dificuldades do que a do ano passado. Informações que talvez mudem a visão da presidente sobre a atualidade.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

As Exportações Catarinenses nos Primeiros Meses

Na última semana, com um novo valor para a moeda americana, vimos os dados da Balança Comercial Brasileira e Catarinense sem os resultados que o Governo esperava. A expectativa era que as exportações tivessem maiores incrementos pela alta do dólar, mas não foi isso que aconteceu.

As exportações catarinenses, se comparadas com o mesmo período do ano passado, tiveram uma redução de 10,98%. Se compararmos o acumulado desde o começo do ano, a queda é de 8,58%. No mesmo período do ano passado, o dólar oscilava em torno de R$2,20. Enquanto agora vemos variar nos R$3,00. Por isso, a frustração com relação aos resultados obtidos.

Os principais produtos exportados por SC foram frango e soja, que tiveram uma queda de 13% e 18%, respectivamente. A redução nos valores de soja exportada é explicada pela queda dos preços da commodity em dólares na bolsa. Com relação ao frango, a queda de demanda internacional em 2015 refletiu os valores menores. Por isso, mesmo com um dólar alto, as exportações catarinenses não tiveram o desempenho esperado.

Dois aspectos positivos podem ser tirados dessa análise. A primeira é que, mesmo com a redução comparativa do mesmo período do ano passado, percebemos um aumento expressivo do mês passado para cá, 16% de aumento nas exportações catarinenses. O segundo aspecto positivo é que as variações percentuais catarinenses estiveram bem acima da média brasileira, que teve um resultado bem abaixo do que o esperado.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br