Blog da UNQ

As grandes oportunidades estão na crise

Ontem, ouvi uma entrevista que me comoveu. Um empresário apresentava o desespero pelas dificuldades que enfrentava e, principalmente, ilustrava empiricamente a situação de centenas de empresários na mesma situação. O aumento dos tributos no momento em que ampliava o parque fabril acabou com a expectativa de dobrar o faturamento, que caiu pela metade. A falta de amparo do governo, que não perdoa na cobrança dos tributos, faz aquele homem sofrer o risco da perda de tudo o que construiu.

Uma das afirmações, no entanto, me chamou bastante a atenção: a entrada dos produtos chineses. É fácil entender a dificuldade de competir com produtos mais baratos e, muitas vezes, de melhor qualidade. Entretanto, não podemos colocar mais a globalização como problema, ela é um a realidade sem volta. Não é possível mais fugir da concorrência globalizada. É preciso, sim, encontrar as oportunidades de um mundo que vende e compra de qualquer lugar.

Crise em Chinês

Começar a entender aonde o produto pode chegar e quais produtos podem suprir com melhor condição através da participação de feiras é um passo importante. Hoje, os primeiros contatos com potenciais clientes e fornecedores internacionais podem ser feitos ainda no Brasil, já que as empresas globalizadas têm vindo pra cá. As feiras são grandes fontes de oportunidades. Participar de eventos realizados fora do país, acompanhados de uma empresa especializada, é também uma outra oportunidade com resultados mais rápidos.

Claro que, participando ou não de feiras, as crises continuarão a existir. A diferença estará na forma de lidar com elas. Encontrar culpados para as dificuldades é a parte fácil da situação. Podemos listar 4 ou 5 sem pensar muito, estejam eles fora ou dentro do país. O mais difícil, neste contexto de crise, é sem dúvida buscar, encontrar e trabalhar as alternativas para sair dela.

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Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

União Europeia: Para entender quando falarem grego

Neste domingo, 5, os cidadãos gregos decidiram através de referendo que não aceitariam a proposta feita pelos credores da dívida grega. As negociações voltam à tona hoje para chegar a uma decisão equilibrada. Por um lado, os gregos querem fazer o pagamento sem comprometer a totalidade das reservas do país. Por outro lado, o FMI quer receber suas contas de uma forma justa sem prejudicar as conquistas da União Europeia como bloco econômico.

Para chegar ao estágio de desenvolvimento ao qual a União Europeia chegou, um bloco econômico precisa passar por algumas fases e muitas negociações dentro delas. As duas primeiras fases são a 1) zona de preferência tarifaria e a 2) zona de livre comércio, que se referem as reduções das tarifas alfandegárias entre os países que fazem parte. A terceira fase é a 3) União Aduaneira, onde, além de uma zona de livre comercio, existe a mesma tarifação para produtos provenientes de países não membros. Este é o caso do Mercosul, por exemplo.

As duas fases seguintes são o 4) Mercado Comum e a 5) União Política e Monetária que contam com um avançado nível de integração econômica, indo muito além de um acordo comercial. É o caso da União Europeia, que está entre estas duas fases. É um mercado comum, pois envolve a livre circulação de produtos, pessoas, bens, capital e trabalho e conta com uma moeda única, o Euro.

Por isso, a possível saída da Grécia da Zona do Euro não preocupa tanto pela questão econômica, já que a Grécia representa apenas 2% do total dos 28 países. Entretanto, traz inerente as preocupações com o avanço do bloco, já que evidencia as diferenças entre os países membros e compromete todas as fases já passadas.

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Sabemos que toda negociação é um conflito de interesses. Um lado quer vender melhor e o outro comprar melhor. A negociação só é bem sucedida quando o mínimo dos anseios das duas partes é atendido. Este é o desafio. Para o caso da União Europeia, quando vemos tantos países, muitos interesses e diversas particularidades envolvidas, retroceder em tanta conquista durante o avanço do bloco econômico seria uma perda e tanto no caso de uma saída da Grécia. Por isso, as negociações devem avançar bastante até que uma decisão radical seja tomada.

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Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Mais uma Empresa Chinesa de Qualidade

Apesar do cenário parecer pouco favorável às empresas, algumas companhias estrangeiras têm visto o mercado brasileiro de uma forma diferente. Um exemplo disso é a empresa chinesa produtora de Smartphones, Xiaomi (lê-se Cháumi), que lançou seus primeiros produtos no Brasil esta semana.

Para os que ainda tem o preconceito de que produto chinês é sinônimo de produto ruim, é bom lembrar que há muitas empresas sérias, que investem em pesquisa, inovação e tecnologia no país oriental. É só questão de encontrar os parceiros confiáveis que deem sustentabilidade aos negócios. Afinal, a China consumiu em 2014, mais de 400 milhões de Smartphones e, naturalmente, com essa demanda gigantesca, acabou se especializando no assunto. É o que acontece com outros produtos também. Pela grande demanda, o país acaba se especializando na produção, desenvolvendo capacidade de oferecer produtos com qualidade.

No caso dos celulares da Xiaomi, a expectativa é de conhecermos uma nova linha de Smartphones modernos e funcionais com preços mais acessíveis. A marca aqui será conhecida como “Mi”. O interessante é que a empresa decidiu investir no mercado brasileiro em um momento de recessão evidente, de falta de consumo. Claro que isso tudo faz parte da oportunidade vislumbrada pela Xiaomi, que sabe que o Brasil é um mercado crescente no consumo de aparelhos celulares.

smartphone

Um fator importante que sinaliza este potencial de crescimento é que, diferente dos chineses, o brasileiro ainda está descobrindo as facilidades dos smartphones. Este vício relativamente novo por aqui, somado a preços mais acessíveis, formou o cenário ideal para a marca entrar no Brasil, mesmo em momento de insegurança na economia.

Baseada neste paradigma sobre a qualidade chinesa e na condição econômica do país, a empresa aposta na estratégia de preços atrativos e no slogan “chega de mimimi”. Este exemplo da Xiaomi vem para ilustrar o grande desafio das empresas no mercado globalizado – encontrar nas ameaças as grandes oportunidades.

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Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Os primeiros passos para começar a exportar

Com esta alta cambial e a falta de consumo no Brasil, todas as esperanças de retomada de crescimento da economia estão voltadas para a exportação. Para a empresa que não está no contexto, exportar pode parecer algo bem distante, mas, que se bem trabalhado, não é. O primeiro passo é procurar uma empresa especializada em negócios internacionais, seja ela privada ou fomentada pelo governo. A empresa fará os primeiros esclarecimentos e mostrará que exportar não é um bicho de sete cabeças.

O segundo passo é, juntamente com esta assessoria, encontrar os mercados no mundo que são potenciais consumidores do produto. Afinal, é difícil imaginar uma aceitação grande de biquínis na Antártida, por exemplo. Naturalmente, pela cultura, pela legislação, pelas condições administrativas e até climáticas, alguns países terão maiores condições de absorver o produto do que outros. E, logicamente, isso varia de caso a caso.

O terceiro passo é adaptar as ferramentas de apresentação do produto. Website, material promocional, embalagens e, algumas vezes, até a logo e a marca devem estar de acordo com a cultura local. Alguns países podem não aceitar bem cores, objetos e nomes que soam bem no Brasil. Um caso que exemplifica bem essa necessidade de adaptação é do carro Pajero, que em espanhol tem relação com o verbo “masturbar”. Com certeza, se fosse chamado assim nos países hispânicos, não teria qualquer apelo comercial e seria um fracasso de vendas.

Com estes passos tomados, de identificar o país e adequar o produto ao mesmo, o trabalho comercial segue a mesma lógica: buscar potenciais clientes através de feiras e eventos da área, aproveitando os incentivos que o governo tem disponibilizado. O tamanho da empresa não é desculpa para não exportar. A limitação está na profissionalização, na capacitação e na vontade de sair da zona de conforto. A poltrona do vovô é boa, mas nem sempre é o melhor lugar.

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Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

A Crise e as Oportunidades do Vestuário

Um dado que chamou a atenção negativamente essa semana veio do Sindivestuário. De acordo com o sindicato que reúne os fabricantes de roupas femininas, masculinas e infanto-juvenis, nos quatro primeiros meses deste ano, 500 confecções fecharam as portas no país. É mais um setor onde os empresários afirmam que é a pior crise dos últimos 20 anos.

Como já analisamos aqui, há um problema de consumo indubitável no Brasil e o desafio do empresário é buscar alternativas para enfrentar a crise. Como a concorrência global no vestuário é intensa (afinal, a China tem batido à porta há tempos), a única saída das empresas é tratar de frente as oportunidades dessa abertura do mercado internacional, seja importando e/ou exportando. Ao buscar alternativas de compra no exterior, a empresa pode, além de reduzir seus custos, encontrar produtos diferenciados para agregar ao seu portfólio. No outro lado, ao buscar clientes no exterior, a empresa pode encontrar compradores com perfis diferentes e obter maior liquidez nas negociações com a utilização de um câmbio favorável.

Independentemente do tamanho da empresa, as oportunidades nos negócios internacionais estão à disposição. E, neste caso, não adianta reclamar das condições negativas atuais da economia. Nem a Presidente e nem o Ministro da Fazenda irão bater à porta da empresa para entregar a solução. É preciso trabalhar com capacitação para usufruir dos benefícios possíveis que o mercado globalizado oferece. Afinal de contas, mesmo que pareçam negativas no primeiro momento, as crises com certeza são grandes produtoras de oportunidades.

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