Blog da UNQ

A Independência do Brasil Atual

No dia da independência do Brasil, comemoramos alguns recordes negativos dentro da realidade político-econômica, que não nos fazem orgulhar como gostaríamos. Os números econômicos e os escândalos de corrupção não apenas envergonham, mas dificultam a vida do mais patriota. Principalmente, porque a situação econômica é consequência direta da forma como a politicagem envolveu o Brasil.

Essa situação naturalmente me faz imaginar como seria o país dependente ou se, simplesmente, a independência fosse resultado de reivindicações plenas e não acordos mascarados da família real. Afinal, a aliança entre Brasil e Portugal culminou, além de outras cosias, no pagamento de 80 toneladas de ouro para o país lusitano e, talvez, aí que tenha começado a prática de recebimentos paralelos para obras públicas realizadas.

Claro que a herança não é direcionada aos políticos especificamente, mas sim aos trabalhos que envolvem politicagem. Quantas vezes, caro leitor, você não teve que receber um serviço público e pareceu que estava recebendo um favor? Que em vez de você ser o cliente, você se sentiu o prestador do serviço? Onde a preocupação de fidelização era sua, tentando tratar o prestador de serviço público com a maior atenção possível para não sofrer qualquer tipo de retaliação? E não aquela preocupação contrária do prestador de serviço que precisa ser bem avaliado para voltar à clientela?

E são nestes pontos que eu penso na independência do Brasil. O patriotismo na adequação real dos valores. A nação disposta a encontrar o equilíbrio das coisas e não simplesmente aumentar o acolchoado do seu sofá. No fim da dependência da politicagem. Não uma independência de Portugal, mas, sim, uma independência do próprio Brasil atual.

Para ouvir o comentário acesse http://www.difusora910.com.br/player-podcast/podcasts/T3BpbmnjbyAtIE1hcmNlbG8gUmF1cHA=/1bfbb13b3ab2650531af8eca1f08820a.mp3

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Brasil e Venezuela no Populismo Enganador

Imagine você, caro leitor, planejando que o ano que vem vai gastar mais do que o seu salário comporta. Informando aos seus credores que não cumprirá com o seus compromissos. Não existe uma lógica humana para isso, certo? Ninguém planeja ou anuncia dívidas.  Algumas vezes, acontece pelas dificuldades encontradas, mas não pela intenção planejada. Mas foi com essa falta de vergonha na cara que o governo apresentou o orçamento de 2016 com déficit de mais de R$30 bilhões. Logicamente, o anúncio fez o real desvalorizar e o dólar ganhar força nesta segunda-feira ao acumular a maior alta para um mês de agosto desde 1999, quando o país passou a adotar o regime de câmbio flutuante.

Todo este sentimento diante das manobras do governo, inevitavelmente, faz com que alguns economistas comparem o Brasil com a Venezuela. É normal, com isso, que as atenções voltem para o país vizinho com preocupação.

Lá, a inflação ronda os 200% ao ano e as ações do governo têm sido questionadas há tempos por especialistas. O câmbio fixo promove um câmbio negro acentuado pela escassez da moeda americana. Segundo fontes locais, o dólar oficial vale 100 vezes menos do que aquele negociado paralelamente.

O preço da gasolina, quase de graça pelas intenções populistas, faz com que colombianos vizinhos se desloquem até a Venezuela para contrabandear gasolina enchendo o tanque e vendendo no seu país. Além da gasolina, isso também acontece com alimentos e medicamentos, que se transformam em produtos especiais na Venezuela com filas incomensuráveis na tentativa de aquisição. Os dados afirmam que 30% das importações da Venezuela são contrabandeadas neste mesmo perfil.

Toda essa condição desfavorável coloca o país na situação de grande potencial caloteiro, levando mais insegurança nos negócios com o país. O principal produto exportador, o petróleo, tem perdido valor no mercado internacional com a redução de preço, o que prejudica ainda mais a situação econômica.

Em 2012, conheci um venezuelano em Hong Kong que antecipava a situação, afirmando que não voltaria ao país pela vergonha que ele tinha do modelo de governo.

O Brasil por mais que conte com o mesmo perfil de governo, populista enganador, conta com diferentes recursos naturais e características empresariais mais inteligentes. Mas que, dentro das condições atuais, precisam ficar atentos aos balanceios de Dilma e companhia.

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Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

As Consequências da Explosão na China

A variação cambial continua sendo tema na China. Nos últimos anos, os EUA cobraram um posicionamento sobre uma falsa desvalorização da moeda chinesa mantida pelo governo, já que a China continuava crescendo e não havia motivo para os valores controlados pelo governo. Entretanto, o Yuan desvalorizado mantinha os preços chineses baratos diante de outras economias e estimulava a exportação. Por isso, a incomodação americana, que buscava se reerguer depois de um momento econômico crítico.

Na última semana, os números menores de crescimento do país asiático abriram a oportunidade para a China ratificar a desvalorização e a cobrança dos EUA foi imediata. A China se defendeu dizendo que precisa adequar os valores à realidade econômica, dizendo que o processo de valorização pode acontecer nos dois sentidos, conforme os resultados obtidos.

Explosao Tianjin

Outro problema do governo chinês são as perdas com a explosão que assolou o Porto de Tianjin, no norte do país, e as repercussões sobre as circunstâncias. Foram quase 3km de destruição e mais de 100 mortos em um acidente que continua sob investigação sigilosa. A presença de cianeto de sódio, que explode no contato com a água, mostrou falta de controle sobre os produtos armazenados na região, já que a explosão maior aconteceu depois da atuação dos bombeiros.

Para o mundo dos negócios, além da atenção da crise interna chinesa, é preciso verificar a nova logística de atividade para aquela região, já que é um porto com intenso movimento de exportação. E, claro, continuar atento à retomada da economia chinesa, verificando as vantagens da desvalorização do Yuan por aqui.

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Marcelo Raupp
marcelo.raupp@gmail.com

 

É a hora de ganhar dinheiro na China

Para estimular a economia através da exportação, o Governo Chinês desvalorizou a moeda local três vezes esta semana (11, 12 e 13 de agosto de 2015). O objetivo é estimular a exportação através de preços melhores em dólares, já que a liquidez em Yuan aumenta com a valorização da moeda americana. Ou seja, um produto que era vendido na China por USD100,00, com a ação do governo Chinês, o mesmo produto pode ser vendido a USD95,00 que terá a mesma rentabilidade em Yuan.

No Brasil, embora haja intervenções diárias no mercado financeiro pelo Banco Central, a política é de câmbio flutuante. Diferentemente do Brasil, o Governo Chinês propõe um câmbio fixo, controlando o mesmo de forma direta.

Com esta valorização do dólar no país asiático, as empresas brasileiras importadoras têm a oportunidade de solicitar redução de preços em dólares nos produtos chineses. Por aqui na UNQ, embasados nesta possibilidade, já foram solicitados alguns ajustes de preços para as importações dos clientes. Em geral, a resposta foi positiva com redução dos preços em dólar proporcional à desvalorização cambial.

A solicitação aos parceiros chineses foi absorvida também de forma interessante. Além da redução dos valores, eles se surpreenderam com a velocidade da informação e a forma como foi tratada, expressando em “you have news so quick about China Government”. Ou seja, uma interjeição intensa de como recebemos muito rapidamente as notícias sobre o Governo Chinês.

Este é o mundo dos negócios. Informações rápidas, ações ágeis, resultados expressivos e ganhos de competitividade no mercado globalizado.

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Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Brasil não participa de acordo internacional

Neste sábado, 18/07, em Genebra, um grupo de mais de 70 países fechou um novo acordo para estimular a troca de tecnologia entre os países e fomentar a economia internacional. Dentre os 200 produtos listados estão, por exemplo, semicondutores e dispositivos médicos, os quais terão suas alíquotas de imposto de importação reduzidas a zero.

O Brasil, infelizmente, não faz parte dos países que acordaram o tema. Com isso, todas as importações destes itens que estimulam o avanço tecnológico em diferentes áreas continuarão sendo tributadas na entrada do país. Em contrapartida, se o país quiser exportar os mesmos itens para um dos países membros, seus produtos terão isenção nas tarifas.

E aí entram as questões do paliativo e do planejamento. Por ser um momento de necessidade de aumentar a arrecadação para suprir suas contas, o governo não abre mão da receita na importação destes produtos. Entretanto, a mesma tributação que garante esta arrecadação limita a entrada de produtos que podem promover maior desenvolvimento futuro.

Claro que a popularização dos produtos pela liberalização nos outros países pode reduzir os preços no mundo e possibilitar mais acessos aos brasileiros também. Mas isso acontecerá de forma indireta já que o Brasil decidiu não fazer parte do acordo por ter que manter a arrecadação e assim poder pagar suas contas inchadas.

As decisões entre paliativo e planejamento são questões constantes no Brasil. São conflitos entre as necessidades pontuais e as possibilidades futuras. Afinal, é mais importante arrecadar impostos ou investir em tecnologia? Tapar buracos ou fazer nova rodovia? Construir presídio ou escola? O primeiro busca atender o momento. O segundo, o futuro. E, além destes, tantos outros exemplos cotidianos.

Claro que, se tivéssemos uma política séria, com uma administração pública eificiente e eficaz, contaríamos com os dois, sempre priorizando pelo planejamento. Enquanto não a tivermos, o paliativo vai ser sempre a opção.

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Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br