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Vale a pena importar revestimento da China – Porcelanato

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No mesmo momento que vivemos a busca pela redução de custos, haja vista o cenário econômico, encontramos também um mercado à procura do diferenciado, ansioso por arquitetura moderna e disposto a investir para ter modelos exclusivos. Estes dois opostos, o do custo baixo e o do diferenciado, certamente podem ser trabalhados na China no que diz respeito a diversos tipos de revestimentos. Por isso, esta abordagem especial sobre o tema dividido em partes, começando hoje pelo xodó da região, o Porcelanato.

A Importação de Porcelanato

Visto como um produto de alto valor agregado desde que surgiu na Itália, o Porcelanato teve o seu paradigma quebrado com a produção de grandes formatos em escala na China nos anos 2000. Esta possibilidade de receber um produto diferenciado com menor valor abriu diversas portas no mercado e mudanças começaram a acontecer. No Brasil, as indústrias tiveram que se adequar, já que não podiam competir em custo com esta nova realidade. Abriram a linha produtiva para produtos com características distintas e especiais e, algumas delas, viram a importação como forma de manter o mix de oferta o mais completo possível. Por outro lado, a popularização do produto atingiu um patamar tão intenso que foi preciso criar algumas barreiras aos aventureiros, que começaram a utilizar a oportunidade de forma negativa. Dois exemplos caracterizam bastante a situação. O primeiro deles foi encontrar em Goiânia um caminhão à beira da rodovia vendendo porcelanato como se fosse melancia. O outro foi saber que o dentista de um alto executivo da indústria cerâmica importou diretamente o produto para o seu novo consultório e pediu a ajuda deste para vender o que havia sobrado. A partir disso, e de outros casos piores na perda da qualidade e problemas com o produto, que foram criadas algumas situações para evitar essa ‘prostituição’ do mercado.

As Barreiras Encontradas

Há alguns anos, com o objetivo de salvaguardar a indústria, não pelo baixo custo em si, mas pelo mau uso das possibilidades pelos aventureiros, o Governo Brasileiro implantou o chamado antidumping, uma sobretaxa na importação do porcelanato chinês. A decisão não impediu que as importações continuassem, embora o custo e a burocracia tenham aumentado, mas limitou as ações daqueles que não fazem este papel com profissionalismo. Com isso, o mercado voltou a ter mais parcimônia e possibilitou o trabalho das oportunidades sem o ônus generalizado.

As Soluções e Possibilidades

Com as barreiras criadas, o mercado voltou a trabalhar de forma inteligente e algumas soluções especializadas surgiram. Além da China, buscou-se outras fontes de porcelanatos de grandes formatos com o desenvolvimento de parceiros na Índia e no Vietnã, evitando a sobretaxa da importação. Além disso, porcelanatos esmaltados, os quais não são alvo da ação antidumping, também foram opções trabalhadas na China, embora o país não tenha conseguido ainda se especializar no assunto. Este caminho deu espaço para empresas com capacitação buscarem a melhor solução para manter a viabilidade do negócio, oportunizando as vantagens competitivas provenientes da importação.

Resultados de uma oportunidade bem aproveitada

Indubitavelmente, os benefícios de importar porcelanato são intensos. As possibilidades de produtos são maiores e os valores mais competitivos, o que promove a melhor condição de compra do consumidor final. Essa característica, acima de tudo, permite que as empresas possam trabalhar produtos de baixo custo e também de alto valor agregado. Para isso, claro, precisa de uma empresa que entenda as particularidades e possa dar o resultado esperado, como a UNQ faz. Assim, a empresa estará preparada para atender diferentes tipos de público, os quais, independentemente se procuram custo ou diferenciação, estão cada vez mais exigentes. Na condição de gerenciar isso bem é onde estão os resultados.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

Saiba mais sobre o assunto entrando em contato com a UNQ Import Export.

Texto originalmente publicado no Jornal A Tribuna, Criciúma, 07/12/2016.

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