O Mundo
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De onde vem o frete internacional utilizado como base de cálculo da DI?

Alguns importadores curiosos ou preocupados com o custo da importação já devem ter observado que nem sempre a soma do valor do frete internacional + THC informados na página de “Dados Complementares” da DI (Declaração de Importação) para formar a base de cálculos dos impostos corresponde com o valor pago ao agente de cargas. Quero dizer, se o importador realizar as conversões de forma correta, não chegará ao valor pago ao agente de cargas.

Na maior parte das vezes, o valor do frete internacional informado na DI está maior do que o valor pago ao agente de cargas, nunca o contrário e isso acontece porque a RFB (Receita Federal Brasileira) considera como frete internacional todas as despesas que englobam o serviço, incluindo despesas no país de origem e destino.

Então de onde vem o frete utilizado como base de cálculo dos impostos da Declaração de Importação?

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Por que mudar o incoterms da minha importação de CFR para FOB?

O Incoterms (International Commercial Terms) é o ponto de partida das negociações para a aquisição ou venda de um produto para outros países. Estes termos definem as responsabilidades do exportador e do importador para a contratação da logística internacional.

São eles:

1. Incoterm CFR (Custo e frete) o exportador fica responsável pela contratação de toda logística internacional até a atracação do navio no porto do país de destino. A partir daí o importador assume todos os custos logísticos até a entrega da mercadoria em seu armazém e finaliza com a devolução do container vazio.

2. Incoterm FOB (Free on board) a contratação do frete internacional fica a cargo do importador, dando a ele mais opções, autonomia e poder de decisão.

Essa pequena alteração (de CFR para FOB), durante a negociação de compra, pode trazer benefícios significativos ao importador, pois no momento que o exportador forma o valor de venda do produto no Incoterm CFR, usa como base o maior valor de frete internacional já pago por ele para cobrir os custos do embarque durante um determinado período.

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Existem também situações onde o exportador não permite que a compra seja realizada CFR, pois há de alguma forma, uma compensação entre o agente escolhido por ele na origem com o agente de destino. Nestes casos o importador acaba sendo bastante prejudicado, pois obrigatoriamente tem que aceitar o serviço, free time e despesas de destino acordada entre os envolvidos.

Mas então, quais são as vantagens de migrar as importações para o Incoterm FOB e o que irá mudar no dia-a-dia do importador?

Redução o valor final do produto, pois possibilita buscar o melhor valor de frete internacional no período do embarque;

✓ Pode optar por embarcar em serviços com um tempo de trânsito (transit time) mais longo e reduzir ainda mais o custo com o frete marítimo ou caso tenha urgência do produto, pode optar em contratar um serviço com um (transit time) mais curto;

✓ Possibilita a negociação de um free time maior para a devolução do container vazio. Normalmente os embarques CFR são contratados com um free time de 7 a 14 dias para a devolução do vazio. Nem sempre esse tempo é suficiente para o importador concluir os tramites de nacionalização da carga no Brasil;

✓ Pode realizar a contratação do frete internacional no Brasil através de uma agente de cargas;

✓ Receberá uma assessoria completa quanto a valores e opções de serviços (direto ou com transbordo);

✓ Saberá quanto irá pagar pelo frete e despesas de destino;

✓ Receberá informações constantes mediante a follow up quanto ao andamento da importação de quem detém o know-how da área;

Em resumo, a compra de um produto no Incoterm FOB  traz benefícios como a redução de custos, valores e free time preestabelecidos e mais controle para o importador do que o CFR.

Caso você, leitor, tenha alguma dúvida sobre esse tema ou outros assuntos relacionados ao frete internacional e agenciamento de carga, pode entrar em contato com a Ethima Logistics através do e-mail: contato@ethima.com.br ou pelo telefone (47) 3349-2767. Além disso, você também pode conhecer um pouco mais sobre nossos serviços acessando o nosso site: www.ethima.com.br

PAGAMENTO DO FRETE INTERNACIONAL MARÍTIMO E LIBERAÇÃO DO BL

Muito se discute sobre o pagamento do frete internacional, mas poucos sabem os trâmites e particularidades existentes neste tema. Para entendermos melhor, precisamos compreender em qual momento do processo é disponibilizado os valores para pagamento do frete e taxas.

Na contratação do serviço de transporte internacional marítimo o contratante utiliza um agente de carga ou armador para levar sua carga de um porto de origem a um porto de destino. No momento em que a carga é presenciada no porto de destino, o serviço de transporte internacional é finalizado. Findado o transporte internacional, o armador ou agente de carga disponibiliza ao cliente a nota de débito com a taxa de conversão para o pagamento do frete e as despesas que foram negociadas no país de origem.

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O que é GRI?

G-R-I (General Rate Increase, em português, Aumento Geral de Tarifa): como o próprio nome diz, é um aumento geral de tarifa (ajuste) aplicado sobre o valor do frete internacional pelas companhias de navegação/armadores para determinadas rotas.

Um GRI é o valor médio pelo qual as companhias de transporte aumentam suas tarifas aplicadas às taxas base. Pode aumentar consideravelmente os custos do embarque, especialmente se estiver programando embarcar grandes volumes carga. Isso costuma ocorrer com maior frequência durante o peak season/alta temporada. Continue lendo

O PAPEL DO AGENTE DE CARGA NO FRETE INTERNACIONAL E QUEM ELE REPRESENTA

Para entendermos o que faz um agente de carga primeiro precisamos entender o papel dele na logística internacional e quem ele representa.

O agente de carga pode ser:

  • O agente de carga como transportador NVOCC;
  • Transportador representado no país de destino por agente de carga ou agência de navegação; por fim o
  • Representante do importador ou exportador na contratação do frete.

Conforme Lei Complementar 116/2003 o transporte internacional de carga não é serviço, portanto, fica dispensado de nota fiscal. Todos os valores discriminados no conhecimento de embarque máster ou house, com exceção do THC, são considerados composição de frete. Os demais valores envolvidos na operação, porém omissos nos conhecimentos, configuram serviço e necessitam de nota fiscal, sejam eles agente de carga ou representantes do armador. Desta forma, não é aceito o recibo como comprovante de pagamento.  Continue lendo