O Mundo
dos negócios

Globalização x Negócios Internacionais: Um mundo sem volta

Quando o assunto é globalização x negócios internacionais, ainda vejo muita gente questionando e tratando a importação como ponto negativo da história.

Na época em que estudava na UFSC, havia uma brincadeira que dizia o seguinte: “passeando pelo campus, um grupo de engenheiros encontrou alguns acadêmicos de filosofia sentados em volta de uma pedra olhando-a fixamente. Ao perguntarem sobre o propósito daquele momento, a resposta foi unânime: ‘estamos estudando para a prova’”.

Embora seja parte do senso lúdico da universidade, lembro sempre desse caso quando o assunto é globalizaçãoPara o mundo dos negócios, no entanto, essas análises não fazem mais sentido, já que a globalização é uma realidade sem volta, o que exige que a cadeia produtiva esteja constantemente preparada.

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É claro que idas e vindas nas negociações entre países sempre existirão. Faz parte dos conflitos entre os interesses individuais. O importante para o empresário, neste caso, é entender as consequências das mudanças e antecipar as suas ações. Afinal, o que afetará o Brasil com a saída da Grã-Bretanha da União Europeia ou da guerra comercial entre Estados Unidos e China? Certamente, não será o fim dos negócios internacionais, mas ensejará algumas adaptações. No final, quem conseguir entender o momento com mais propriedade sairá na frente diante de um mercado tão competitivo.

A próxima edição do “O Mundo dos Negócios” vem mais uma vez com esse intuito. Se alguém tem que sair na frente, que sejamos nós. Enjoy it!

As consequências da tensão comercial entre EUA e China para o Brasil

No início do mês de março, a fim de salvaguardar a indústria local, o presidente americano sobretaxou a importação de aço e alumínio e alguns países sentiram mais essa tensão comercial entre EUA e China, principalmente aqueles que anteviram prejuízos importantes na sua economia.

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A China retaliou a decisão americana anunciando uma lista de 128 produtos americanos sobretaxados e claro, a resposta americana veio com mais uma lista de 1300 produtos importados, mas agora exclusivamente de origem chinesa. No dia seguinte, o país asiático apresentou mais uma lista de intenções de barreiras de 106 produtos vindos do país americano, incluindo a soja, criando uma tensão comercial que pode gerar diversas consequências no mundo, principalmente, no Brasil.

E quais podem ser as consequências?

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Entenda como o feriado chinês pode impactar as importações

Diferentemente do Brasil, que comemora a virada de ano no final de dezembro, a China comemora o ano novo em fevereiro, conforme as fases da lua e as posições do sol. O feriado chinês decorre dessa comemoração relativa à virada de ano e pode afetar de diversas formas o suprimento dos importadores ao redor do mundo, dentre eles, os brasileiros.

Oficialmente, o Governo Chinês determina uma semana de feriado, mas culturalmente esse tempo pode ser estendido para um mês. Isso acontece porque a maioria dos trabalhadores vem do interior do país e usufruem desse momento para voltar para casa e passar um tempo com a família.

Com isso, todas fábricas param em Fevereiro e não sabem ao certo o dia do retorno da operação, já que os funcionários vão voltando aos poucos. Essa parada de produção demanda uma adaptação das empresas que dependem do produto chinês e alguns cuidados devem ser tomados.

  1. 1. Programação de compra antecipada: Com a parada de um mês em fevereiro, é preciso programar bem as importações, já que muitas empresas irão antecipar seus pedidos e o lead time de produção irá aumentar.
  2. 2. Planejamento e controle de estoque: É um período que sucede os feriados brasileiros e a redução da demanda temporária pode mascarar as necessidades de estoque.
  3. 3. Dificuldade logística: Os transportes rodoviários aos terminais e portos ficam difíceis de contratação e os armazéns têm dificuldade na estufagem dos contêineres.
  4. 4. Aumento no valor do frete internacional: pelo aumento da demanda, o valor do frete internacional aumenta. Isso deve estar no planejamento orçamentário.
  5. 5. Descompromisso do Chinês na iminência do feriado: quando começa a chegar o momento do feriado, muitos chineses ficam ansiosos e podem não tratar o embarque da carga com a mesma importância que o importador.

Na minha última ida à China em Janeiro, conversei com uma chinesa sobre a expectativa do feriado.

Alisa Li tem 28 anos, é assistente comercial e mora na própria fábrica. Visivelmente emocionada, ela retratava a saudade do filho de 2 anos e a ansiedade de vê-lo. A única vez no ano que pode fazer isso é no feriado chinês. Certo ou errado? Apenas cultural.

EDIÇÃO 5 DE OMDN – EDITORIAL

A Busca de Informação para a Gestão com Excelência

Com a condição atual do mercado brasileiro, que vive uma incerteza de demanda, e com a concorrência globalizada, que aumenta as possibilidades de oferta, estar atento às oportunidades que o mundo oferece é fundamental para a manutenção e o crescimento da empresa. Entretanto, mais do que usufruir dos benefícios internacionais, é importante administrar bem cada etapa do comércio exterior.

É através das informações gerais e do conhecimento específico que uma boa gestão pode ser feita. Continue lendo

A PROIBIÇÃO DO GOOGLE E REDES SOCIAIS NA CHINA

Com a praticidade e a facilidade de acesso às soluções na internet, nem percebemos tanto a importância que elas têm no dia a dia. Hoje, não existem praticamente mapas impressos para encontrar um endereço. As cartas já se tornaram prática apenas daqueles saudosos, bem como, os cartões postais. As notícias e lembranças de uma viagem chegam de forma instantânea pelo Whatsapp. A comunicação, seja pessoal ou profissional, não para com as disponibilidades de e-mails. Além disso, as redes sociais propiciam outros tipos de interação para quem gosta do contato. Agora, já imaginou se tudo isso não funcionasse? Ficar sem as funcionalidades do Google, não apenas o sistema de buscas, mas também o email (gmail) e o gps (maps)? Sem a comunicação momentânea e diversificada das redes sociais? É isso que acontece na China, já que o Governo acaba de proibir também o uso do Whatsapp, que se junta a Google, Facebook, Twitter e todos as ferramentas que não se adequam às exigências do país asiático.

O Motivo

Até o fim da dinastia de Mao Tse Tung, nada entrava ou saia da China, fossem cidadãos, produtos ou informações. O acesso era extremamente rigoroso e o Governo autoritário pintava a China como paraíso e o resto do mundo como sujo e desnecessário à população. Continue lendo