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Posse de Donald Trump gera insegurança no mercado internacional

Por: Renato Barata Gomes, empresário e consultor em negócios internacionais. renato.barata@unq.com.br

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Foto: Reprodução.

 A cerimônia de posse do novo presidente norte-americano ocorreu na última semana, dos dias 19 a 21 de janeiro, incluindo diversos ritos tais como shows de bandas locais, homenagens aos veteranos, discursos, fogos de artifício, cultos religiosos, encontro com Barack Obama, comitivas, juramento do presidente e bailes de gala. A posse de Donald Trump marca certamente um dos momentos históricos mais importantes dos últimos anos, principalmente por seu perfil de gestão. Trump tem feito constantes declarações polêmicas causando insegurança no mercado internacional. Listo abaixo algumas das declarações mais impactantes:

O muro na fronteira com o México

Trump diz que construirá um muro na fronteira com o México e que posteriormente solicitará o reembolso das despesas ao governo Mexicano. O muro é um símbolo claro da intolerância contra a migração ilegal de mexicanos e de outros países que utilizam a fronteira sul dos Estados Unidos para ingressar ao país em busca de melhores condições de vida. Para se ter uma ideia, estima-se que existam mais de 25 mil criciumenses vivendo ilegalmente nos EUA.

Políticas de armamento

Donald Trump diz ser a favor da posse de armas e critica os países que não permitem esta política. Ele argumenta que os delinquentes acabam tendo acesso às armas de forma ilícita. Assim, as organizações criminosas acabam fortalecidas e não o contrário.

Terrorismo e o petróleo

O presidente eleito declara que o estado islâmico só será vencido quando se retirar o petróleo que está sob o controle deste regime. Declarações como esta despertam questionamentos sobre possíveis guerras pelo controle do petróleo e poder.

Aquecimento global

Trump alega que o aquecimento global é uma farsa e quer romper o acordo de Paris, assinado por 195 países, inclusive pelos EUA, e que tem como objetivo estabelecer metas para a redução do aquecimento global.

Sanções contra produtos chineses

O presidente eleito dos EUA considera que a China manipula sua moeda de forma ilegal para evitar competição, além de sobretaxar os produtos americanos. Por isso, Trump tem anunciado que criará sanções contra a China na ordem de 45%.

Aumento de tarifas de importação contra produtos mexicanos

Trump é contra empresas americanas instalarem-se no México e depois reexportarem os produtos aos EUA sem um aumento nas taxas. O presidente anunciou que aplicará tarifas que podem chegar a 34% sobre as importações de produtos mexicanos.

Polêmicas geram especulações e volatilidade cambial e na bolsa de valores

Na prática, muitas destas polêmicas não são diretamente direcionadas ao Brasil, mas indiretamente gerarão insegurança e volatilidade, tanto no dólar quanto nas bolsas de valores globais, impactando o cenário econômico mundial, incluindo a economia brasileira.

Texto originalmente publicado no jornal A Tribuna, Criciúma, 25/01/17.

Para mais informações sobre comércio exterior, entre em contato com a UNQ.

As consequências da tensão comercial entre EUA e China para o Brasil

No início do mês de março, a fim de salvaguardar a indústria local, o presidente americano sobretaxou a importação de aço e alumínio e alguns países sentiram mais essa tensão comercial entre EUA e China, principalmente aqueles que anteviram prejuízos importantes na sua economia.

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A China retaliou a decisão americana anunciando uma lista de 128 produtos americanos sobretaxados e claro, a resposta americana veio com mais uma lista de 1300 produtos importados, mas agora exclusivamente de origem chinesa. No dia seguinte, o país asiático apresentou mais uma lista de intenções de barreiras de 106 produtos vindos do país americano, incluindo a soja, criando uma tensão comercial que pode gerar diversas consequências no mundo, principalmente, no Brasil.

E quais podem ser as consequências?

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Brasil ainda tem muito potencial de otimização em suas exportações

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Segundo o Banco Mundial, em 2014, as exportações brasileiras de bens e serviços representavam apenas 12% do PIB, ao passo que a média mundial, considerando tanto países desenvolvidos como países emergentes, é de 30%. Este é um dado alarmante e mostra como o Brasil ainda precisa melhorar muito no que tange ao suporte aos seus exportadores.

Pesquisa revela desafios à competitividade das exportações brasileiras

No início de 2016, respondi um questionário de uma pesquisa intitulada “Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras”, realizado pela Confederação Nacional da Indústria em parceria com a FGV. O estudo buscava entender a visão de empresas brasileiras com relação aos entraves encontrados por elas em suas exportações. A maioria das empresas entrevistadas foram de pequeno e médio portes, que possuem a exportação como atividade frequente, e exportam há mais de 5 anos. No final de setembro recebi o relatório desta pesquisa e compartilho aqui 3 desafios importantes enfrentados pelos exportadores brasileiros. 

3 desafios importantes enfrentados pelos exportadores brasileiros          

1 – Custo Brasil:

Com relação ao Custo Brasil, os principais obstáculos enfrentados são:

  • Altos custos de transporte e portuários;
  • Falta de competitividade devido aos altos tributos;
  • Instabilidade cambial que gera insegurança aos empresários;
  • Altas taxas de juros sobre financiamentos às exportações.

2 – Excesso de burocracia

Os principais entraves da alta burocracia brasileira são:

  • Leis conflituosas, complexas com alteração frequente;
  • Excesso de complexidade dos documentos de exportação;
  • Demora para liberar os processos de exportação;
  • Greves de profissionais envolvidos nas atividades de exportação;
  • Falta padronização entre os órgãos fiscalizadores;

3 – Dificuldade de implementar ações comerciais no exterior

Exportadores enfrentam os seguintes desafios nas estratégias comercias:

  • A falta de apoio do governo nas ações de promoção internacional;
  • Dificuldade na prospecção de mercados potenciais;
  • Marketing pouco efetivo no mercado-alvo.

3 ações de melhoria podem ser tomadas para otimizar as exportações no Brasil

Precisamos da tão falada reforma tributária para desonerar o custo de produção dos fabricantes brasileiros. Precisamos da digitalização e integração de processos, com menos papel e burocracia operacional. Finalmente, precisamos de uma maior aproximação dos fabricantes com empresas especializadas em comércio exterior, com o intuito de tornar as estratégias internacionais mais eficazes.

Para saber como exportar, entre em contato com os especialistas da UNQ Import Export.

Texto originalmente publicado no jornal A Tribuna, de 14/12/16.

A importação ainda vale a pena?

Mesmo com a alta significativa da moeda americana nos últimos meses, a importação continua sendo uma boa alternativa para as empresas em uma economia com a crise que temos visto. Em alguns casos, os custos de importação são tão menores que, mesmo com o aumento do dólar, ainda é vantajoso trazer de fora do país. Em outros casos, além do menor custo, pode-se encontrar produtos com maior valor agregado e incrementar o mix de produtos com um material diferenciado.

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E isso não é algo restrito ao Brasil. Outros países também têm passado por situações parecidas por esta oscilação cambial. Pela desvalorização do Euro, por exemplo, muitas grifes europeias têm visto seus produtos ficarem mais baratos para americanos e chineses, que mantiveram a força da sua moeda. Para não prejudicar a marca com produtos mais baratos no mercado, as grifes têm aumentado seus preços. Assim, evitam que a marca perca valor nestes países com maior potencial de compra atual.

O valor da marca adquirido deve ser tratado com bastante cautela nestes períodos de insegurança econômica e variação cambial. Muitas vezes, na expectativa de aumentar as vendas, as empresas reduzem o preço dos seus produtos. Esta redução pode resolver pontualmente o faturamento, mas também pode sacrificar a marca com uma perda de valor na percepção de seus consumidores.

Por isso, é importante considerar sempre custo e valor de produto na hora de importar e de vender. A identidade da marca é o maior ativo que a empresa pode ter e valorizar em tempos de crise é um desafio e tanto. No final das contas, um jacarezinho na camiseta não vale nada até entendermos o valor da marca.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br

 

A Realidade do Câmbio Chinês

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, sendo cotado a R$3,047 no final do dia. Os panoramas globais e a insegurança sobre o Brasil continuam sendo o motivo dessa oscilação descontrolada. A Grécia fez o pagamento de 200 milhões de euros ao FMI, mas a desconfiança sobre a cumprimento de todas as obrigações continuam, o que pode ser mais um fator para esta oscilação cambial durante a próxima semana.

Na China, no entanto, uma política firme de manter o câmbio favorável à exportação faz com que o Governo não permita essas influências globais no valor da moeda e mantenha o câmbio praticamente fixo. Hoje, USD1,00 vale RMB6,00 (Renminbi ou Yuan), a moeda chinesa. Esta desvalorização permite que os produtos chineses se mantenham baratos para exportação, um dos grandes pilares do crescimento econômico daquele país.

De um lado, vimos o governo americano pressionando para que o Governo Chinês permita que sua moeda acompanhe o mercado global. Pelo outro lado, vemos o Governo Chinês atuando para manter a desvalorização da moeda, estimulando o crescimento através da exportação.

Ontem, o The Wall Street Journal trouxe a informação que o FMI está prestes a declarar que o Yuan chinês tem atualmente um valor justo de mercado, buscando claramente uma aproximação com a China. Um balde d’água fria nas expectativas do Tio Sam que não deve deixar por menos esta manifestação. Vamos acompanhar os próximos capítulos desta novela que deve ter uma tradução imediata por aqui.

Por ora era isso! Na Zdrowie!

Marcelo Raupp
marcelo.raupp@unq.com.br